divagações de uma vida monótona
iulo . 24 anos . salvador . bahia . analista de sistemas . ex-misantropo
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[1.7.09]

sometimes

Às vezes a sensação é de como se eu fosse uma caneta esferográfica que cai de ponta no chão e simplesmente pára de funcionar. Insistem em me pressionar contra um enorme pedaço de papel branco pra ver se risco alguma coisa. Mas nada sai.

Enfado é a palavra. É o que eu sinto. Enfado.

17:21 - - Idem:

[25.6.09]

ready? fight!

Ainda nem me mudei pro ap novo e os vizinhos já fizeram bonito me colocando no livro de ocorrências. Tudo porque eu fui lá criar uns furos na parede e não sabia que no feriado não podia. Eu achava que era permitido até o meio-dia, mas fazer o quê? Vizinho é uma das espécies mais chiliquentas que existem. Sem falar na incrível capacidade auditiva.

Agora tá todo mundo lascado. Ao menor sinal de quebra de regras – e eu vou ler a convenção toda de cabo a rabo! Sim, sim, irei! Mwahahaha! – vou pegar no pé do porteiro e ligar para o celular da síndica, chorando feito uma mocinha de 5 anos. Oh, boy, now I see. É daí que surgem os vizinhos. Rancor em cadeia. Propagação do ódio. Yeahh. Burrrrn them down.

Detalhe: quando eu era moleque, entrar no livro de ocorrências do meu prédio era a pior coisa que existia. Porque se eu entrei no livro foi consequência de eu ter andado de bicicleta no lugar errado, jogado bola no lugar errado, ter arrancado a grama errada, ter passado cocô na parede errada ou ter socado o colega errado. E se eu entrei no livro de ocorrências era porque eu ia tomar bronca da minha mãe.

Mas e agora que eu pago minhas contas? A vida adulta é linda porque nos permite certas impunidades. O porteiro vai chamar minha mãe (?) e eu vou dizer num ar totalmente incastigável: bah, vizinhos.

08:46 - - Idem:

[19.6.09]

mineiros vadios do meu coração

Uma dupla do barulho no maior clima de azaração aprontando todas num teatro pra lá de divertido.



o o o

Imagens adicionais sequestradas do lolhehehe.

12:01 - - Idem:

[12.6.09]

valentine's

Aos que não sabem, eu e o meu adorável eterno problema casaremos em agosto deste ano e vai ser lindo demais, eu sabia x)

Esses últimos meses têm sido de correria e preparação do lar onde residiremos. Acho que por isso, por sempre ter de resolver alguma coisa e pelo stress em geral, não tenho escrito muito por aqui. Tô curtindo cada momento da minha vida além-blog (querido blog, diga-se; ele não merece esse abandono).

Muitas coisas irritantes têm acontecido (pedreiros são uma raça toda à parte no cosmo) e tantas outras divertidas também. Uma delas foi visitar uma dessas lojas que criam ambientes personalizados e acreditam que jovens apaixonados de 24 anos produzem dinheiro magicamente ao piscar seus olhinhos sedentos por amor.

Numa avenida aqui da cidade onde se encontra, sei lá, umas 40 lojas dessas, eu e a pequena escolhemos uma qualquer para visitar. Após o deslumbramento inicial com a beleza de tudo que havia em exposição para os clientes, pedimos ao gentil vendedor: peixe, vê aí um guarda-roupa e dois criado-mudos bacanésimos.

Fomos embora aguardando a ligação dele com o orçamento. Dias depois o rapazito me ligou e disse (sem nem respirar fundo ou pedir preu sentar) que nosso quarto iria custar R$ 33.000,00. Vou escrever, para vocês conseguirem ver direitinho como é barato demais: trinta-e-três-mil-reais. Como eu achei muito, muito, muito barato mesmo, pedi pra ele fazer logo 3 ambientes. Um pro novo lar, um pra minha mãe e um pra minha sogra. Mas ele disse que eu vou ter que passar lá e deixar meu coração, o pulmão esquerdo e um pedaço do meu fígado como entrada. Mais tarde tô indo lá... portanto, vou ficar um tempo sem aparecer por aqui, tá bom? Até!

o o o

Amo.

16:19 - - Idem:

[26.5.09]

separadas por uma hecatombe

Mas como assim só eu acho que Susan Boyle é a mãe da Maísa?

o o o

Francamente.

08:59 - - Idem:

[18.5.09]

catch up with you later

Não gosto de retribuir todos os bom dias que recebo. Não por mau-humor ou por achar que o dia não está bom. É que essas coisas chatas feitas de maneira automática e repetitiva e que não têm uma utilidade prática irritam. E azeitar os relacionamentos com pessoas das quais você nunca será mais que colega não é nenhuma utilidade prática. E pessoas das quais você já é amigo não se importam com um bom dia a mais ou a menos (e com os amigos um bom dia pode ser facilmente substituído sem ônus por um grunhido qualquer).

Multiplique a palavra bom dia pelo número de seres que você encontra pela manhã e... Em dias de impaciência mortal respondo aos bom dias sem sorriso algum, mas a resposta que gostaria mesmo de dar é ah, vaiseferrar - falado, assim, de cabeça baixa, sem elevar os olhos ao alvo em questão, completamente metido no meu trabalho e ignorando todo o mundo.

Há dias em que acordo ainda mais desconectado do mundo, quero ficar totalmente alheio às pequenezas dos outros. Se possível, gostaria de ficar em casa o dia inteiro assistindo seriados e lendo livros entre-cochilos, mas se é dia de semana, o que fazer? Trabalhar. E receber bom dias.

Eu acho, amiguinhos - vai lá – que é normal receber bom dia de alguém que trabalha na mesma sala que você, mas ter que responder um bom dia de pessoas que vão entrando em todas as salas e cumprimentando todos os colegas? Bicho, vai pra tua sala e fica sentado naquela porra lá e não incomoda ninguém não, rei. Curte a tua vibe de ecstasy sozinho. Fica lá contando aquelas merdas daqueles coelhinhos multi-coloridos que só você vê. Vai dar bom dia pra eles ou pra qualquer outra alucinação da sua cabeça, vai. Liga prum amigo em outro fuso, fica atrás da porta esperando o chefe chegar e dá um gritão para assustá-lo, fica lá na copa tomando café e conversando com um rodo. Sei lá, me larga?

12:16 - - Idem:

[20.4.09]

following

Olha, eu fico bem tentado com esse lance de twitter. Já abri aquela página de inscrição umas 3 vezes. Mas dá uma preguiça, sabe? É que às vezes tenho de fazer jus ao meu papel de bom baiano. Eu fico muito curioso. Tá, que logo quando começou a febre eu achei completamente sem graça e irritante. Tipo, passar o dia descrevendo o que eu fiz? Quem vai ler isso, gente? Olá, estou em casa. Fui ver um filme. Vou jantar. Mastiguei 23 vezes. Meu cachorro quer acasalar com a minha perna esquerda. Não, né? Não rola, sem clima.

Mas aí eu comecei a ver algumas notas legais, como as do twitter do Ed e vi que a coisa podia ser interessante desde que fruto de bom uso - óbvio. Aí o miserável trancou os updates dele e só pode ler quem tem uma conta no twitter ou, sei lá, quem é amigo dele naquele treco - não sei? Essa foi uma das vezes em que eu abri a página de inscrição. Mas tava calor no dia e eu preferi por bem ir tomar uma água de côco.

Acho que agora odeio o twitter e cabou-se. No geral, me tornei uma pessoa meio aversa à internet. Eu não tenho Orkut, eu não tenho MySpace, eu não mantenho um fotolog, eu mal entro no MSN... mas o maldito do twitter me tenta. É que pode ser inútil ficar descrevendo as coisas que estou fazendo, mas seria bem útil ter um lugar para escrever pequenas notas, que de tão pequenas nem sequer juntas dariam um post aqui no blog. Mas aí eu penso que o blog é meu e aqui posto o que quiser, pequeno ou grande – então pra que raios preciso de twitter?

Além do mais, eu não gosto de fazer parte de comunidades. Elas me obrigam a entrar num mesmo site 27 vezes por dias. Obrigam mesmo, aquela ânsia paranóica: entre, enTRE, ENTRE, ENTRE. E eu ia começar a ficar seletivo no twitter. Quem aceitar, quem rejeitar? Aliás, tem essa opção? Bom, se tem, de repente eu ia acabar fazendo mais um amigo virtual; e eu gosto muito dos meus amigos virtuais, mas eles me irritam, sabe? Sério, todo mundo sabe que amigos virtuais são uns putos ingratos e adoráveis. Aquele tipo de gente que você ama, mas fica doido pra dizer um ah, vai se foder, vai.

Pronto, eu não vou fazer droga de twitter nenhum não. E essa já é a quarta ou quinta vez que eu passo por esse dilema. Vai ser a última. Mas se bem que amanhã... Ah, não. Amanhã ainda vai estar calor. Vou catar um livro e deitar na rede.

Oxe.

17:58 - - Idem:

[12.4.09]

epifânia

Há momentos na sua vida que são reveladores. Essa madrugada, por exemplo, às 4h20 da manhã pousou um bicho gigantesco no meu ombro esquerdo, que me fez acordar instantaneamente num salto, acender a luz, sair do quarto, do lado de fora olhar que ser era aquele e fechar a porta em total panic attack mode.

Era uma espécie de cigarra, só que o bicho era totalmente gordo e fazia um barulho terrível com as asas ao voar, e o animalzinho do inferno tinha uns 3 ou 4 dedos de comprimento. Ou seja, me ferrei. Até agora eu não entendi como é que, dormindo, eu detectei de maneira tão precisa que um bicho havia batido no meu ombro, acordei tão rapidamente, me levantei e fechei a porta em busca de tempo para pensar. Eu sou a Beatrix Kiddo e não sabia. O fato é que levei 1 hora para me livrar do bicho, isso com uma vassoura numa mão e a tampa da lixeira na outra se fazendo de escudo.

A revelação desse momento foi que, ao olhar para um líquido no chão e perceber que aquilo era meu suor, ficou claro que eu sou muito mais mocinha do que eu pensava. Eu até reajo com calma diante de seres humanos malignos assaltantes que ameaçam furar o meu cerébro, mas topar com insetos maiores que 2cm não é comigo. Se não fosse a obrigação masculina da coisa... amigos, eu teria ido dormir em outro quarto.

Bom, não vou contar todos os detalhes dessa 1 hora; só o fato de eu ter suado em bicas mostra que a coisa foi longa. Mas quando eu finalmente acho que o bicho escapou por trás da persiana, vou lá trocar os lençois e todas as fronhas dos meus travesseiros, coloco todos os itens que tirei do meu quarto de volta (cadeira, roupas, edredon), tomo um banho e, ao dia já amanhecendo, ouço aquela MERDA daquele barulho de asas se batendo de novo. PÂNICO.

Dessa vez eu deixei aquele monstro ir lá pra sala. Às 5h da manhã eu realmente achei que ninguém merecia caçar um ET gordo do qual se tem medo. Fechei a porta do corredor (que dá acesso ao quarto de mãe e irmãs), abri bem a janela da varanda da sala, voltei pro meu quarto, tranquei a porta e torci com todas as minhas forças para que o bicho encontrasse sozinho seu caminho para casa quando a luz do sol batesse em seus belos olhos. Eu já dormi, já acordei e até agora ele não apareceu, mas o estado de choque perdura, já me assustei com 3 poeirinhas que passaram voando aqui na minha frente.

o o o

Ainda é impressionante como esses bichos conseguem chegar ao 9º andar de um prédio. E dessa vez foi muito mais aterrorizante do que o espisódio com o grilo ninja.

12:37 - - Idem:

[6.4.09]

bbb9

É bem verdade que há alguns anos atrás, nas minhas fases de rebeldia gratuita, eu já meti muito pau no BBB. Mas isso (como tantas outras coisas) mudou; e é fato que eu nunca fiquei tão feliz com a tv como na saída da mimadinha hoje. Valeu a pena ter suportado indignado aquela criatura ao longo dos tais 6 paredões só para chegar no último e vê-la tomar um direto na fuça. Sério, aquela menina é a personificação do cão. Tadinha. Vai ter que mostrar o peitinho nas revistas para pagar as dívidas.

E eu ficava me perguntando como alguém podia votar a favor dela, quem é que achava o comportamento dela lindo, quem iria querer aquilo como filha? Mas é isso, quem ganhar agora tá valendo e se você não gosta do programa, fica quietinho ou aperta o X ali no canto e vaza junto com a Ana :)

o o o

Por que ela é tão odiável? Simples.

00:27 - - Idem:

[29.3.09]

salve, salvador

Hoje completo 24 anos de vida e por um longo ano terei de aguentar as super-originais piadinhas "hummmm, 24 anos, hein?". Estou desde já armazenando vários segundos de silêncio para oferecer em resposta aos que resolverem arriscar-se nessa desgastada infâmia. O problema não é o tema – duvidar da heterossexualidade alheia – mas a repetição da coisa. E toda repetição enjoa. É como a brincadeira do "sentou na ponta da mesa paga a conta". Please, my friends.

Ignorando essa faceta besta da coisa, confesso que tive leves surtos com a idéia da nova idade. É que 24 anos significam quase 25, que significam metade de 50, que é metade de 1 século. E, sei lá, ter quase 1 quarto de século é outra metáfora bem clichê que se pretende pseudo-profunda; mas que, por mais clichê que possa ser, inevitavelmente traz um certo pânico contida em si.

Mesmo que 24 seja só 1 ano a mais que o anterior, ao menos aos 23 eu ainda tinha um certo orgulho de precocidade. Eu me sentia adiantadamente graduado, possuidor de relacionamento estável, trabalho idem, semi-independência conquistada, família em paz e por aí vai. Além disso, com 23 eu ainda podia desfrutar de um leve desconto em qualquer eventual acesso de imaturidade, bastando dizer a mim mesmo “nah, você ainda tem tempo”. Foi-se ano e parece que agora o tempo urge (outro clichê, ok) com um pouco mais de raiva. Sim, os tais 24 me trazem um certo senso de urgência. Talvez seja, como pela primeira vez, me reconhecer de fato um “adulto”. E agora sendo já “adulto”, as poucas coisas que alcancei e me traziam um belo orgulho, agora não são nada demais. Quero dizer, estou normal, average, no timing certo, sem nenhum louro ou depreciação. Just fine.

Bom. Mas isso é só uma constatação racional da coisa, sem sentimento negativo algum. Aliás, esse ano acho que o mais constratante é isso: há serenidade. Meus aniversários são todos melancólicos e estranhos. Geralmente eu sou tomado por uma inquietação macambúzia, um leve vazio, uma sombra anuviando o peito, até um pouco gostosa de se sentir. Como passar o dia todo escutando Coldplay. Mas esse ano não. E pronto. Estou simplesmente bem, e sinto o aniversário como quase mais uma bobeira que se inventa para movimentar o mercado de presentes. É, talvez seja fruto da vida adulta. Talvez seja só um gatilho psicológico que foi apertado na minha cabeça. I don’t know. But it feels good. Oh, yeah. Então vamos bla-bla-blar ;D

o o o

Ontem foi aniversário da lora, mandem um beijo pra ela, sim?

12:42 - - Idem:

[24.3.09]

não custa sonhar, que lindo

Eu não sirvo mais para assistir filmes. Num deles o mocinho está lá todo rodeado de ação, atirando e destruindo o mundo. Em outro, a mocinha participa brilhantemente de uma conversa. No próximo, um menino chora porque não é correspondido em seu amor. Em todos imagino e torço pela morte súbita de cada um dos personagens. Sei que o mocinho do filme não vai falecer, mas anseio loucamente que uma bala atravesse o seu crânio no instante em que ele salta pelo ar, fazendo com que o corpo interrompido de seu movimento caia amolecido no chão. Eu sei que o filme não vai acabar passados somente 25 minutos, mas eu tenho esperanças de que a sala belamente decorada com grandes móveis de madeira tenha uma de suas paredes destruidas violentamente por um tanque de guerra, que por sua vez dá um tiro calibre quatrocentos e setenta e três no subarco da mocinha. Eu sei que em filmes de amor crianças apaixonadas não morrem sob hipotése alguma, mas eu continuo torcendo para que naquele passeio no parque o garotinho seja encapuzado por nove terroristas arábes e que o tom colorido da película torne-se progressivamente cinzento e apático até chegar no branco, interrompendo o filme bruscamente com um rosto vestido de paletó e sem expressão me dizendo um solene “obrigado”. Sobem os créditos.

o o o

- Amor, amor!, não seria lindo se ele morresse agora e o filme acabasse?
- Não, amor, não seria.
- Seria sim. Morre miséria, morre miséria, MOOOORREEEE.
- Amor...
- Isso, vai, beija uma bala, toma um banho de fogo, vai, vai é agora, morre, MOOOORRREEE desgramaado!

12:24 - - Idem:

[11.3.09]

tecnologia da ira

TI é a área mais estressante do mundo: http://idgnow.uol.com.br/carreira.

o o o

Nervoso? Eu?

13:26 - - Idem:

[6.3.09]

humortadela jeito de ser

Eu tenho um tio que conta piadas. Fico bem feliz – por só vê-lo raramente. Devia haver uma lei impedindo tios de contar piadas. Quando é um amigo que conta piada você pode dizer putz, essa foi muito ruim, cara, que besteira hein? Quando um tio conta piada você é obrigado a sorrir pelo menos com um dos cantos da sua boca – e eu, assim, detesto fazer coisas falsas em prol do bem-estar social (como sorrir). É difícil pra mim disfarçar qualquer tipo de mal-estar causado por palavras gastas de maneira tão tosca.

Por favor, inventem um cartão de natal que diga gentilmente e de maneira clara: tio, você é chato. Não conte mais piadas. Nunca mais.

08:59 - - Idem:

[26.2.09]

esse cheiro vem de você

Dia desses eu assisti ao filme O cheiro do ralo. É bem mais ou menos (trailer aqui).

O filme tem uma bunda e tal. Ter a bunda deveria tornar o filme bom, mesmo com uma história um tanto sem nexo. Mas nem. Por sinal, para quem assiste Dexter, a dona da bunda não é igual àquela morena do grupo de apoio com quem o Dexter se envolve na segunda temporada, a Lila?

Então. O Selton Mello também deveria tornar o filme muito bom. Mas também não. A idéia do filme é boa, mas, ao meu ver, a execução poderia ser bem melhor. Mas como toda a história é baseada no livro de mesmo nome, acho que não tinha como ser muito diferente.

O que mais me impressionou é que depois eu fui procurar no google os comentários maldosos e xingativos à respeito da película, mas também não. Todo mundo elogiando o filme e dizendo como é maravilhoso, nossa que genial. Eu diria que o filme é bonzinho e que dá pra rir do Selton (tirei o sobrenome porque ele é meu amigo de infância). Eu não sirvo pra ser cult. E ainda insisto em tentar ver filme nacional.

o o o

Seria excelente se o filme chamasse O Cheiro da rola.

18:13 - - Idem:

[25.2.09]

pequena sereia

O carnaval veio e foi-se. Nada a dizer, exceto que, como era de se esperar em meio à muitos passeios aquáticos pela Baía de Todos os Santos, o meu celular pifou-se por inteiro após um suculento mergulho. Eu disse para ele não ir, mas insistiu tanto o pobrezinho. Até que o danado durou bastante, dado o meu padrão de destruição. Pena que ele teve esse pequeno acesso de golfinho. Bom. Salvo o chip, lá vou eu comprar um aparelho novo, que não será o iPhone ainda, já que esse continua muitíssimo caro (e também porque, dizem, haverá um novo aparelho da Apple no meio do ano).

10:38 - - Idem:

[16.2.09]

los otros hermanos

Eu ia até falar um pouco mal do Little Joy, dizer que é música que me causa dormência cerebral e que enche o saco (such as Mogwai or Belle & Sebastian). Mas o primeiro álbum deles é como o mais recente do Coldplay: você não ama instantaneamente. Tem de ouvir algumas vezes para se acostumar e depois notar as virtudes e gostar de verdade. Para quem não sabe, o Little Joy é a banda fusão-dragonballz-style-jeito-de-ser do Amarante (Los Hermanos) com o baterista do Strokes – o Moretti (que é brasileiro também). Eles estão fazendo shows pelos Estados Unidos e virão (ou já vieram?) fazer alguns aqui também. Se você gosta de Los Hermanos, se joga, que ouvir o Amarante cantando em inglês é bem legal.

o o o

there ain't no lover like the one I've got

08:28 - - Idem:

[10.2.09]

a casa caiu, zé bin!

Eu amo meus amigos mineiros. Amo a lora brasiliense. Amo a amiga paulista da minha mãe e amo minha sogra (que é uma mistura de muitos estados, mas eu a considero primariamente uma carioca). E provavelmente amo outras pessoas desbaianadas das quais não estou lembrando agora. Mas não há nada melhor que amar baianos. Porque definitivamente não existe nada como baianos. As pessoas dos outros estados são frias. Por mais carinhosas e doces que sejam (e, especialmente, educadas), são frias. E é inexplicável. Não dá pra pegar uma atitude ou uma frase deles e dizer ah, ráa! Aí está a sua frieza, morraaaa miseráavel!. Não, não. É algo subjetivo, que não dá pra pinçar ou traduzir. É como aquela falta de alho e limão no sabor da comida, mas que você não consegue identificar objetivamente. It’s weird. É uma polidez distante. É quando o milkshake de Ovomaltine vem mal batido, mas você tem vergonha de voltar e pedir pra moça bater novamente porque não sabe o que vai dizer a ela. Amar pessoas de outros estados é quase platônico e solitário. Nada se compara à malemolência baiana. O sorriso de um baiano ou um simples abraço preguiçoso ganha fácil de qualquer demonstração exacerbada de carinho dos outros povos brasileiros. E isso também não é passível de explicação. Mas é comprovado pelo selo Inmetro iulo de experiências transregionais (e nada de transexuais, obrigado). O calor dessa cidade me mata, mas eu tenho quase certeza que definharia aos pouquinhos vivendo em outro estado.

13:30 - - Idem:

[5.2.09]

banda

Em 2008 ocorreu mais uma edição do Gas Sound, que é uma disputa entre bandas patrocinada pelo Guaraná Antarctica e que passou aos domingos na RedeTv, antes do Pânico. O concurso terminou no fim do ano e a banda vencedora foi aaaaa... Vivendo do Ócio!, que é daqui de Salvador.

Eu fiquei bastante contente, pois já gostava muito da banda e fui a um ou dois shows deles antes dessa projeção. Quem gosta de axé e pagode Arctic Monkeys, vai gostar da banda. Quem não gosta de Artic Monkeys... não tem gosto musical? O prêmio do concurso era divulgação da banda pelo Brasil e a gravação de um CD que eles disponibilizaram para download. Se joga lá que o treco é bom: www.vivendodoocio.com.

o o o

Comece por Amor em Fúria e Fora Mônica.

13:49 - - Idem:

[1.2.09]

skywalker

Eu nem curto muito a Beyoncé, especialmente porque sempre erro ao escrever o nome dela, mas gosto dessa música e dessa coreografia. Ela faz umas coisas doidas com o corpo que me dão muito medo. E ela deve ter ensaiado mil anos com as outras meninas para ficar certinho como ficou. E sem falar que só a Beyoncé usa uma luva Darth-Vader-style na mão esquerda junto com maiô e continua tetéia daquele jeito.

o o o

Mas nunca - nunca!, eu disse - vejam isso.

22:48 - - Idem:

[30.1.09]

dump.high contrast

Dias turvos e cheios de cores fortes, em que o amor é só uma palavra, a vida é vaga, os amigos são meros desconhecidos; dias em que há o vazio, mas não se quer ser preenchido, não se quer nada além de um desaparecimento súbito e indolor. Nada faz sentido.

o o o

Oh brother, I can’t
I can’t get trough
I’ve been trying hard to reach you
Cause i don’t know what to do

09:40 - - Idem:

[27.1.09]

daikiri

Tá, tudo bem que não foi nem o Voltaire nem nada que escreveu o livro, mas eu finalmente adquiri Como me tornei estúpido do Martin Page. Não li ainda, porque tem outros livros na frente, mas o primeiro paragráfo sempre me fez ter vontade de comprá-lo. Eu tinha o livro todo em .PDF, mas nunca li, esperando ter em mãos parar passar as páginas e coisa e tal. Vai entender. O tal primeiro paragráfo é esse:

Sempre parecera a Antoine contabilizar sua idade como os cães. Quando tinha sete anos, ele se sentia gasto como um homem de quarenta e nove anos; aos onze, tinha desilusões de um velho de setenta e sete anos. Hoje, aos vinte e cinco, na expectativa de uma vida mais tranqüila, Antoine tomou a decisão de cobrir o cérebro com o manto da estupidez. Ele constatara muitas vezes que inteligência é palavra que designa baboseiras bem construídas e lindamente pronunciadas, e que é tão traiçoeira que freqüentemente é mais vantajoso ser uma besta que um intelectual consagrado. A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária, pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e a admiração dos que acreditam no que lêem.

o o o

À propósito, a autora de Crepúsculo não escreve muito lindamente não. E ela gasta demais algumas palavras como sibilar e expressões como trincar os dentes; dentre outras. Sem falar que todos os personagens tremem por qualquer motivo banal. De raiva, de medo, de ansiedade e etc. E definitivamente aquilo é um livro de menina, escrito por meninas, para meninas. A frequente forma derretida e melenta como a Bella age ou fala quando vê o vampiro vadio dá nos nervos. É um bom passatempo, tem muitas coisas boas, especialmente quando a história tira o foco do casal principal, mas a certa altura essas coisas que citei cansam bastante. Dá zero pra ela professor, que burra.

13:17 - - Idem:

[22.1.09]

vanilla sky

Comprar livros pela internet é a melhor coisa que existe. Assim como numa compra física em loja, na internet há a satisfação de escolher um ou dois itens dentre as milhares de possibilidades. Há o prazer de ver informações do item que deseja e finalmente o prazer de adquirí-lo (tipo assim: "é meu, yes"). Tudo bem que ver dinheiro na sua conta diminiuir é ruim, mas possuir uma coisa nova é bom.

Acontece que comprando pela internet há um trio a mais que faz toda a diferença: a espera, o esquecimento e a surpresa (?). Você viveu todas as emoções capitalistas de uma compra física, mas ainda há a espera sem-vergonha pelos produtos. E quando eles finalmente chegam, há um orgasmo emocional. Quando você fecha o pedido, sabe que o pacote vai chegar, até sabe a data - eles raramente atrasam no previsto – mas depois de alguns dias você já se esqueceu da compra feita. E aí quando o pacote azul do Submarino chega do além pelas mãos do entregador você sente-se como no dia das crianças. Eu me iludo e me divirto. Até esqueço que tive de gastar dinheiro naquilo. É como se o universo tivesse, gratuitamente, resolvido me presentear. Eu quase choro.

O Submarino é o meu papai noel particular.

18:33 - - Idem:

[20.1.09]

sexo

Eu andei pensando em colocar fotos de bundas aqui para atrair mais leitores. Pensando bem, acho que vou só escrever a palavra vagina para ver se alguém cai no blog através do google. Mas quem é que vai até o google pesquisar por vagina mesmo? Bom, então eu vou escrever bunda novamente, que é para dar ênfase. Talvez no plural: bundas. Viu google? Aqui tem muitas BUNDAS. E talvez um pouco de meninas safadinhas, peitos e fotos da Playboy. Sexo eu já escrevi no título do post então já está de bom tamanho. Beijomeliga.

o o o

- É realmente esse tipo de leitor que você quer?
- Não sei, acho que sim. Eu sou uma vadia. À propósito, xibiu.
- Que é isso, rapaz?
- Cachorras, muito prazer.
- Que feio :(
- Disponha. Depiladas.
- Desisto...
- Pererecas reluzentes.
- Até mais, hein!
- Perestróikas em fogo! Até!

10:06 - - Idem:

[19.1.09]

control

Boy, i'm angry.

18:38 - - Idem:

[18.1.09]

guia di grátis

Como ser uma adolescente retardada utilizando seu blog - em 10 passos:

1. Escreva baboseiras sobre um livro de sucesso, mas que você sequer leu.
2. Dê preferências a livros que falem sobre vampiros.
3. Minta: fale de coisas que não existem em lugar algum do livro e generalize tudo. Mas não esqueça nunca de reafirmar categoricamente que você não leu o livro.
4. Como argumento principal fale que Voltaire (eu morro de rir quando escrevo isso) definiu o que é um vampiro, e que qualquer vampiro que fuja da definição de Voltaire é uma enorme blasfêmia (?).
5. O passo anterior envolve acreditar que vampiros existem, portanto: acredite em vampiros.
6. Seja feia¹.
7. O argumento que endossa a sua defesa obscura deve vir da Wikipedia.
8. Quando você perceber que escreveu merdas sem fim e que não tem argumentos pra se defender, não volte atrás nem peça desculpas.
9. Após o passo anterior fique violenta, reforce suas idiotices escrevendo novamente as mesmas bobagens, agora com outras palavras.
10. Jure até o fim que ninguém conseguiu entender aonde você quis chegar; mesmo que no fundo da sua alma você saiba que se fodeu com as merdas que falou, pois, afinal, não havia onde chegar :)

Obs: Na segunda-feira, depois de ter passado o fim de semana todo chorando porque seu peito direito ainda não alcançou o mesmo tamanho do esquerdo e porque seus mamilos são um pouco verdes; repita os passos de 1 a 10 em loop infinito e minta para si mesma que você se acha o máximo por isso.

Tadinha~

¹ser feia pácaralho ajuda muito, porque assim nem um pingo de simpatia as pessoas vão sentir por você e o nível de retardamento alcançado torna-se máximo.

o o o

- Aris, Voltaire está querendo roubar seu posto.
- Cadê este viado sugador de sangue?!
- Tá lá na Wikipédia...
- HAHAHAHA !

(sigh)

01:48 - - Idem:

[15.1.09]

www

Decadência. 20 visitas diárias. Isso já foi um blog de respeito, que causava o interesse de grandes mulheres (de 15 anos de idade). Fato é que se cada um dos 20 leitores indicar ao menos 1 novo leitor fiel, eu passarei a ter 40 visitantes diários. E se cada novo leitor indica mais 1 novo leitor eu terei... um monte de novos leitores e nenhum real a mais no bolso por isso.

As visitas diminuem devido à minha constante preguiça. Se eu lesse mais os outros blogs e comentasse mais, teria mais visitantes. Mas eu vou ser hipócrita (anunciar a hipocrisia me torna sincero, ó céus?) e dizer que prefiro assim, pois dessa maneira os leitores fiéis são os que gostam verdadeiramente das (in)utilidades que escrevo. Colou?

A verdade é que eu não me importo com o motivo da visita (portanto, até as prostituas são bem-vindas ou ao menos não-escurraçadas), mas ver a (pouca) quantidade atual de acessos me deprime um tantinho. Então peço aos meus 20 leitores fiéis que indiquem o monótona a 1 novo leitor e vocês ganharão o excelente prêmio emocional que é a minha gratidão eterna. Eterna e anônima. Ou seria platônica? Ou inútil? Santa preguiça.

E mintam. Digam que sou rico. E lindo. Lindo e rico e esnobe. Todos querem ser amigos de quem é rico e lindo e esnobe, logo, todo mundo vai me visitar. Digam que eu tenho um iPhone e deixo todo mundo mexer. Que eu tenho 3 carros. E um pônei. E um poço de petróleo. E que eu não flatulo, e quando o faço é cheiroso e sinfônico (?); assim, uma peça de Mozart tocada por funcionários do Boticário e ...

12:00 - - Idem:

[9.1.09]

twilight

Digam o que quiserem. Que tenho hemorróidas, que eu deveria estar lendo os grandes escritores americanos com seus belos títulos de livros (isso não é uma ironia); que eu sou uma moça e uso sutiã (?). O fato é que eu estou gostando bastante do livro Crepúsculo (Stephenie Meyer). Digam que é bobo, digam que é uma história ridícula sobre vampiros e adolescentes; mas eu assisti ao filme e comprar o livro após alguns dias foi a sequência natural (na verdade, minha pequena que comprou pra gente); mesmo achando que poderia ser entendiante reler uma história que já possuía início, meio e fim em minha cabeça.

De qualquer forma, estou gostando muito e já encomendei o segundo da série (Lua Nova) mesmo antes de terminar o primeiro. Hei de ganhar um desconto por esse meu novo entusiamo. É que apesar de ter lido bastante ano passado, li muitos manuais, sobre investir dinheiro, por exemplo; e pouquíssimos romances. Então havia esquecido como é bom entrar no universo de outra pessoa, ler descrições detalhadas sobre coisas aparentemente não importantes como a cor amarela do armário da cozinha. E, contrariando minhas expectativas, assistir ao filme antes tornou a leitura mais prazerosa, já que (apesar das diferenças na história entre o livro e o filme), as cenas do filme representavam perfeitamente - em formas e cores - tudo que a autora colocou em palavras. As casas, as ruas, os personagens, o clima, a vegetação etc. Conta pontos também o fato de o livro ser imensamente mais rico em detalhes e cenas, o que prende em muito a sua atenção.

Outro desconto que mereço é que a cidade onde se passa a história é nublada, gélida e extremamente chuvosa. E quem me conhece sabe que amo chuva mais que qualquer outra variação climática. Chuva e frio. Portanto, mais do que a história, o romance e a fantasia, ler o livro me embriaga porque instantaneamente me transporta para o tipo de cidade torrencialmente gelada em que eu gostaria de viver – em oposição a esse calor suado que faz na minha bela e escaldante terra.

o o o

Outra, assistir ao filme me fez descobrir Radiohead. Por mais que esse nome seja conhecido por mim há anos, eu tenho preconceito contra bandas mais antigas e nunca me interessei por essa em especial. Mas a música que toca nos créditos finais do filme é deles, e é excelente. Uma bateria a la Bloc Party sempre me chama atenção. Quando descobri (google?), era Radiohead. E todo o álbum do qual aquela música faz parte é bom. Por sinal, o álbum é aquele que eles lançaram em 2007 e que durante um tempo você podia baixar no site deles pagando o quanto quisesse (inclusive nada): In Rainbows. A música a que me referi chama-se 15 Step. O que é de graça às vezes presta.

15:37 - - Idem:

[7.1.09]

born old

Então vamos combinar o seguinte: hoje já é dia 7 de janeiro e feliz ano-novo é a sua nadega direita com cãibra. Se você só encontrou as pessoas hoje, paciência. Já foi. Perdeu a chance. Chega de repetir feliz ano-novo em rajadas. E perguntar como foi/onde passou o ano-novo perde a graça no próximo sabádo. Porque até eu entendo que as pessoas são vazias e é preciso algum assunto banal para lubrificar a superficialidade entre dois seres; mas se passar da semana que vem, usar essa pergunta como desculpa para diáologos aleatórios vai ficar tão ruim quanto fazer comentários sobre o clima, all right?

-Próximo tópico.
-Nada.
-Então até.

18:28 - - Idem:

[19.12.08]

fireworks of the strupication

Depois de uma certa idade natal e ano-novo tornam-se coisas tão óbvias e costumeiras que ficam irrelevantes. Eu mesmo só lembrei de escrever algo a respeito porque entrei no blog e vi que o post anterior já estava aí há tempo demais.

Bom, nesse natal eu já ficarei bem feliz se o salpicão não tiver maçã nem uva passa. Ódio.

O chuveiro continua lá, com problemas. Então feliz banho gelado de natal pra mim e é isso. A vocês eu desejo muitos beijos molhados das tias e abraços de lados e perdão gratuito sem sentido e amor enlatado e bastante coca-cola com frases clichês. Se receberem mensagens intermináveis por telefone, melhor ainda.

That’s all people. See you next year, que os mineiros vadios vieram me ver esse ano e internet vai passar longe de mim ;D

E todos combinados de passar a virada do ano pelados pulando ondinha no mar, ok?

Cuidado com siris mordedores de pinto e afins.

17:52 - - Idem:

[20.11.08]

(?)

Ora então; já deve ter um mês que a resistência do chuveiro aqui de casa queimou. Por duas razões muito simples eu não tomei uma atitude de macho e fui lá trocar. A primeira delas é que eu sofro de medodemorreeletrocutadofobia. Para quem não sabe, aqueles que sofrem de medodemorreeletrocutadofobia têm medo de morrer eletrocutados. Eu já tomei choques no chuveiro e tive vontade de chorar. Logo, nada de ir lá me arriscar de maneira imprudente naquele mecanismo assassino e selvagem enviado das profundezas para me machucar.

A outra razão é que banho frio, especialmente cedo da manhã, é uma emoção. Eu entro no chuveiro feito Rocky Balboa, com direito à musica do filme e tudo, pulando e dando socos no ar. Óbvio que essa manobra sem vergonha para espantar o frio pode resultar em acidentes graves ou falecimento devido a escorregões e eventuais impactos contra o vidro do box. Mas antes morrer escorregadio do que feito um idiota eletrocutado (?). Quer dizer, deixa eu pesar duas sentenças e analisar o nível de mongolismo delas:

1. Olha, o cara foi trocar a resistência do chuveiro e morreu com um choque.
2. Olha, o cara não trocou a resistência elétrica e ficava dando pulinhos no chuveiro; escorregou e morreu.

-Aris, dá sua opinião.
-Sem comentários.

Então tá. Mas mudando mais ou menos de assunto; esse lance de fobia é tão legal quanto banho gelado (?). Fobias são interessantes, especialmente pela forma como os nomes delas se compõem. Você escolhe um nome qualquer, adiciona a palavra fobia no final e o resultado vai significar medo de alguma coisa. Algumas fobias: rabdofobia - medo de ser severamente punido; androfobia - medo de homens; megalofobia - medo de coisas grandes -- as mulheres que sofrem de andro e megalofobia são comumente conhecidas como lésbicas; dentre milhares de outras fobias, inclusive as amplamente conhecidas como a claustrofobia ou as mais óbvias como hidro ou pirofobia.

O fato é que todo mundo adora fobias. Eu adoro. Eu gosto tanto que devo sofrer de afobicofobia, que é a palavra que eu cabei de inventar para aqueles que amam fobias, mesmo que sofram de algumas delas (?). No linguajar comum, a afobicofobia também pode ser utilizada no lugar da palavra foda e suas variações, como na sentença vamos dar uma afobicofobia? ou esse jogo é muito afobicofobico! ou, ainda, ah, vai se afobicofobicar, seu afobicofocibo de uma merda!.

Para provar e experimentar como todo mundo gosta de fobias, chegue amanhã no escritório, não dê bom dia a ninguém e fale bem alto no meio da sala: SESQUIPEDALOFOBIAAAAAAaaaaaa!. Se possível, dê um soco na mesa, enquanto afrouxa o nó da gravata. Todas as pessoas vão olhar para você boquiabertas e curiosas, querendo saber que fobia é essa. E depois que você explicar para aquela dezena que ousou se aproximar, eles vão te achar o máximo, e logo você será conhecido em todo o prédio.

Fobias também são uma ótima forma de puxar papo com as gatinhas. Por exemplo, tente iniciar uma conversa com o broto falando oi, meu nome é Paulo Filéu e eu tenho um primo que sofre de asteriscofobia, tudo bom? E no lugar do asterisco você inventa qualquer palavra e fornece qualquer explicação não-plausível, para tornar a coisa ainda mais interessante. Tipo: então, gatinha, pirectelecostrelecfobia, é bem.. medo de alicates de unha, sabe?. E aí já era, ganhou a mina com um papo suuperrrrrr cabeça.

Tá, Parei.

o o o

Bom, enquanto isso eu continuo pulando no chuveiro até tomar vergonha na cara e ir chamar o brother da eletricidade para dar um jeito naquilo. Ainda bem que eu não sofro de moviescorregohidrosapofobia, que é o nome bonito para quem tem o medo de escorregar num sabonete enquanto se está pulando no chuveiro.

19:21 - - Idem:

[13.11.08]

frescor

Bom, eu estava lá na fisioterapia, em torno das 8h da manhã, com um punhado de tias na meia-idade e eu o único homem na pequenina sala. Óbvio que 6 ou 7 mulheres juntas, cercadas de revistas Caras e Contigo iriam desandar a falar sobre assuntos totalmente importantes como a separação de Dado Dolabella e Luana Piovani. Até que uma das moças, com seus quase 50 anos, conta a todos (eu inevitavelmente incluso) que mora com uma filha e, espirituosamente, relata que gosta de conhecer homens problemáticos (divorciados, com filhos pilantras e etc) para que, o homem em questão, ao chegar perto dela ache que ali há um poço de normalidade (mesmo diante dos seus pequenos defeitos). Ok, foi engraçado e tal, riram-se todos.

Ela segue dizendo que na casa não há mais espaço para homens, mas somente para si mesma e sua filha, que relacionamento com ela é do portão do condomínio à porta da rua em diante. Que em sua casa ela só anda de camisola e sem calcinha e que durante... - PÁRA TUDO. Oito da manhã, tia. Sério. Não. Outro dia eu vi os seios de Dercy e ainda tenho que ouví-la repetindo que não consegue mais andar de calcinha, que é só a camisola e pronto? E ela contando isso na maior naturalidade, e repetindo, como quem é interrompido numa conversa (muita gente no local) e a retoma de um mesmo ponto, falando novamente e de uma forma diferente o que acabou de se dizer. Baixar a cabeça e se fingir de surdo nessas horas não serve de nada. Eu tenho quase certeza que fiquei invisível. Quase.

E se eu sonhar com ela e Dercy se amando sem calcinha numa banheiro hoje à noite, nunca mais volto lá. Juro.

19:25 - - Idem:

[6.11.08]

utilidade da semana

Eu já mencionei em 1 dos vídeos (procura o link ali em cima) que uso sabonete Dove, que não necessariamente é um sabonete barato e que, pior ainda, derrete-se por inteiro em poucos banhos. Além disso, para o rosto, eu uso um desses sabonetes para pele oleosa que custam em torno de 20 reais ou mais. Eu sou muito mão-de-vaca e moro com mãe e duas irmãs, num apartamento de banheiro único. Os sabonetes ficam todos no mesmo suporte metálico de vidro e metal, próximo ao chuveiro, como em toda casa normal. Eu sempre separo os meus sabonetes em saboneteiras específicas, porque eu não quero que os meus caros sabonetes sejam esbanjados por acaso por uma das três detentoras de pererecas.

Acontece que até hoje eu tenho uma certa dúvida se elas sabem dizer com toda certeza qual saboneteira é de quem. Mas tá. Toda vez que eu vou tomar banho as saboneteiras, minhas e delas, estão todas trocadas e abertas e de cabeça pra baixo, sei lá; e aí eu sempre me pergunto se alguém gastou alguns átomos dos meus nobres produtos de limpeza. Cansado de diferentes tentativas de proteção à minha propriedade, descobri a melhor forma de proteger sabonetes de mulheres que provavelmente acham que tudo nesta casa é comunitário: pêlos.

Espalhe muitos pêlos no seu sabonete e ele estará protegido de toda e qualquer entidade desavergonhada que queira fazer-lhe uso. E antes que as mocinhas comecem a fazer cara de nojinho, adianto-lhes que os pêlos em questão não precisam ser das regiãos mais ao sul. Pêlos dos antebraços atendem extremamente bem à essa necessidade. Dada a dificuldade de arrancar pêlos dos braços com as mãos molhadas, recomendo-lhes a técnica mais adequada, com comprovação científica: arranque os pêlos do braço com os dentes e lamba o sabonete. Uma delícia.

22:02 - - Idem:

[27.10.08]

pequenos custos das coisas

Todo ano eu acho que vai ser diferente; que 1 ano a mais signfica mais acertos e menos burradas; mais maturidade e menos problemas. Doce ilusão.

Todo ano eu cometo novas-similares burradas. Eu achava que tinha aprendido a lidar com mecânicos de carro e oficinas. Be-le-zu-ra. Nada mais de prejuízos automotivos e enrolações.

Daí um senhor bate no meu carro e paga a minha franquia do conserto. Que bom que ele é consciente, assumiu a culpa e resolveu tudo tranquilamente. Eu só me esqueço que, por ter sido minha a franquia usada, eu perco o bônus da renovação e no ano seguinte tenho de pagar mais caro pelo seguro.

Lembrete: em caso de batida com o outro motorista sendo culpado e se o meu seguro for acionado, cobrar do motorista-barbeiro-psico em questão, além da franquia, um percentual X do valor do seguro referente à perda do bônus na próxima renovação.

Bom, aí eu aprendo a não me irritar mais com certas coisas e levanto todas as segunda-feiras sorrindo. Mas aí o mundo vai girando e novos aborrecimentos com os quais eu ainda não sei lidar aparecem para derrubar a minha terça-feira. Ê vida.

E então eu acho que nunca mais vou me machucar fazendo coisas de maneira desatrada, ou sentando com a postura errada ou dormindo de um jeito torto; daí machuco o ombro na academia e lá se vão semanas afastado. O ombro eu nunca mais machuco. Ano que vem vamos ver o que eu arranjo.

Então eu aprendo a ter cuidados com certas coisas, não estrago mais eletrônicos por displicência. Daí invento de ajudar a mãe a carregar as compras, e encosto minha camisa preferida no frasco de água sanitária.

Eu sei de uma coisa: vida adulta = prejuízo financeiro e emocional.

19:10 - - Idem:

[22.10.08]

não pergunte

Eu nunca achei que o vazio que ele deixou no lugar fosse se transformar num vazio tão doído dentro de mim. Ele era meu amigo; não dos mais próximos - por mais que convívêssemos semi-intensamente - mas era meu amigo. Um daqueles que a gente encontra e não necessariamente cumprimenta da maneira mais formal. Era daqueles amigos carimbados que a gente faz na infância, sabe? Ele era o equivalente adulto do amigo que costumava caminhar ao lado pelas ruas e que não podia me ver comendo algo sem pedir um naco. A gente não curtia os mesmos filmes, e o nosso gosto para mulheres era completamente diferente. Mas ele sempre estava bem-humorado e disposto a qualquer coisa. Às vezes ele ficava meio melancólico, é verdade. Mas no geral ele vivia satisfeito, meio desligado, com aquele ar de tanto faz ou tanto fez - ele só queria saber o que havia para jantar e estava tudo bem. E nesse jeito dele, sempre me respeitou e até teve medo por eu sempre ser tão sério ou ocupado para ouvir as coisas incompreensíveis que ele tinha a dizer. Eu não tinha muito tempo ou paciência.

Ele era o meu cachorro, mas eu nunca achei que o bobo do meu cachorro faria tanto falta ao abrir a porta e lá não haver uma cauda pequenina balançando pra mim; uma cauda contida e até um pouco desconfiada a respeito do meu humor. Era o meu cachorro, mas eu choro feito criança quando chego em casa e não preciso levá-lo para passear. E olha que eu odiava com todas as minhas forças fazer isso diariamente. A bola de tênis que ele tinha tanto ciúme virou o meu troféu de campeão-de-coisa-alguma ou uma ode metafísica à amizade, sei lá.

Quando eu sento na minha cama para amarrar os cadarços e olho para debaixo da mesa da sala e ele não está lá, todo quieto, me olhando sem jeito, eu só me pergunto o foi que me impediu de, embaixo da mesa, deitar com ele alguns minutos todos os dias e perguntar: e aí, camarada?. Eu queria levá-lo daqui até o Chuí na janela do meu carro só para ele pensar por algumas horas que de fato podia voar com aquelas orelhas balançando ao vento. É que era o meu cachorro; meu amigo bobo. Mas era meu, e ele foi embora de maneira rápida demais.

13:10 - - Idem:

[15.10.08]

harder, better, faster, stronger

Eu havia recebido o seguinte e-mail há tempos atrás:

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô. Vestindo jeans, camiseta e boné (o vídeo tá meio escuro, parece um terno), encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.

Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas da atualidade, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas apenas quando dos dizem que elas tem valor. Bell era uma obra de arte sem moldura.
Um artefato de luxo, sem etiqueta de grife. Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares, e às quais não damos a menor bola, porque não vêm com a etiqueta de preço.

Que sociedade esta nossa, onde as coisas só são valorizadas se custam caro...

Veja o vídeo:

http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw


o o o

Eu sei que as pessoas que já me enviaram esse e-mail fizeram-no de bom grado e despretensiosamente. Mas assista ao vídeo em questão e acompanhe comigo:

O tal do Joshua Bell é considerado um dos melhores, senão o melhor violinista do mundo. O The Washington Post é um jornal super conhecido e essa iniciativa deles é muito interessante. Que legal. Acontece que eu acho que esse tipo de e-mail faz parte, em menor escala, de uma filha-da-putice merda sem fim. É algo comum dos dias de hoje: os escritores, a mídia, o papa – todos - querem fazer com que você se sinta um escroto. A moda é cuspir no capitalismo, pisar no consumismo, apontar nossos corações gelados como o mal do século e etc etc. Não que essas coisas não existam - existem, sim, óbvio, e muitas vezes eu fico triste com essas características nas pessoas e em mim mesmo.

Mas eu acho que cada século ou década possui o seu mal - já houve o machismo escancarado, as mulheres sofriam para caramba; houve escravidão, imagina que loucura; houve o nazismo, o fascimo, o totalitarismo, houve o The Beatles e o Belo do Soweto; enfim, houve toda sorte de maldades e esquizofrenias. Cada uma ao seu tempo.

Não culpo de todo o pessoal do jornal, pois como foi dito no e-mail, eles têm, ao menos, um bom álibi: “a iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.” - agora, vem o infeliz que escreveu a conclusão desse e-mail (considerandos que são pessoas/entidades diferentes) tentar fazer, mais uma vez, com que eu e você nos sintamos mal pelo que somos: pessoas que trabalham, que ganham dinheiro não só porque gostam, mas porque precisam, e que não têm tempo para dar atenção a cada anormalidade que se encontra na rua. Querem pintar-nos todos como babacas sem razão que pagam pelo que nos dizem ter valor e que ignoramos o que é bom e de graça.

Afinal, qual era é a expectativa verdadeira de quem fez isso? Para mim isso foi uma jogada de marketing do jornal em questão. O Washington Post deve ter sido citado um milhão de vezes em rodinhas nos Estados Unidos depois dessa história; e o Joshua Bell ainda mais. É óbvio que eles sabiam que ninguém iria parar e ouvir um cara qualquer tocando um violino no meio da estação de metrô. Eles esperavam o quê?, que alguém falasse: “olha, cara, é o Joshua Bell, o melhor violinista do mundo tocando um CARÍSSIMO Stradivarius de 1713!, vamos todos sentar no chão de mãos dadas e mandar os nossos chefes catarem suas pulgas!, ficaremos aqui o dia todo fumando maconha; Ô Joshua, toca Raaaul, peixe! Éeeee nóis mano! Irmão, passa o bagulho aí”.

Certamente não. Eles não esperavam que ninguém reconhecesse o Joshua Bell. Eles esperavam o que aconteceu; e possivelmente os textos que acompanharam a notícia já estavam prontos muito antes das filmagens. O fato é que o Washington Post e o Joshua Bell e todos os envolvidos conseguiram um belo marketing; e se o objetivo era esse, ponto para eles.

No entanto, algum cretino querer vir questionar meus valores através de uma coisa sem nexo dessas? No way, baby. É como se colocassem um negão na rua cantando loucamente e de repente eu não parasse para ouví-lo e alguém corresse atrás de mim e, cutucando meu ombro, dissesse: “cara, é o Beto Jamaica ali, man! Você não tem respeito pelo homem? Você é um puto capitalista sem-vergonha bebedor de coca-cola e consumidor de modinhas. Seu individualista sacana e imundo! Se custasse 500 paus para ouví-lo no Castro Alves você teria pago, você não merece...” [me dá um tapa na cara, joga o meu celular no chão e pisa nele, enquanto eu permaneço cabisbaixo, perplexo, culpado e imóvel].

Eu ficaria muito, muito puto, afinal o cara armou pra mim. Eu tenho o maior respeito pelo Beto Jamaica e odiaria se alguém sequer ousasse duvidar disso. Mas é que naquele momento eu tinha que trabalhar, sabe? E bater ponto. Eu estava muito ocupado, sim, com meu crachá no pescoço e o celular no ouvido. Isso é equivalente a colocar a Carla Perez de burca rebolando ali na esquina e eu, obviamente ignorando e desconhecendo a pessoa, fosse chamado de viado porque não reconheci a bunduda em questão ou não utilizei meu sétimo-sentido cósmico de adivinhação e gritei “gostosa!” para 4kg de escuros tecidos ululantes.

Uma filha-da-putice droga isso. Marketing = mecanismo capitalista; usar marketing para questionar os valores humanos? = Hi-po-cri-sia. Pega no meu e fala que é seu. E não pisa nessa linha amarela aí no chão, não; que é a minha área privativa para a prática do individualismo.

18:18 - - Idem:

[30.9.08]

canalhas?

O MSN é o último refúgio dos solteiros solitários (pra não ficar muito psicopata-tarado).

19:03 - - Idem:

[22.9.08]

boobs for iu

Então, eu estava lá na fisioterapia esperando minha vez (a mesma história de sempre: minha mão direita insistindo em se revoltar) - quando pego uma daquelas revistas nobres de fofoca e assuntos importantes em geral. Aí, folheando inocentemente, shazam!, vejo os peitos de Dercy Gonçalves.

Nossa. Foi uma experiência... cósmica (e talvez até um pouco mística, dado o calafrio, why not?). O delicioso é que não foi o peitinho da Dercy gatinha, de quando ela era novinha e nem nada disso. Foi o peitinho Dercy versão já-não-pago-entrada-no-buzu. Medonho. Era a foto de um desfile de carnaval em que ela foi destaque. E que destaque.

Eu tinha nascido quando aquilo aconteceu? Porque eu realmente não me lembro dessa lambança. Daí o meu susto. Nunca mais quero ver o peito de uma velha na minha frente. Só o da Rita Lee.

12:03 - - Idem:

[15.9.08]

ft. angry

Tá bom, eu assumo - mas antes de falar que, sim, eu sei que os The Beatles têm o seu valor - eu gostaria de dizer que o Ringo Starr tinha cara de retardado e pronto. E ainda tem.

Eu reconheço que os caras mudaram os rumos da música, e influenciaram a cultura pop até os tempos de hoje e entendo o porquê de tanto sucesso na época e etc etc. Eu gosto, até, das músicas-mais-conhecidas¹ deles. Elas são boas, grudentas, bons refrões, boas letras, honestas e bla bla. O problema é que ao mesmo tempo eu acho bastante desagradável todo o resto e, especialmente, o Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (que é o disco mais aclamado e tudo mais).

E acho quase tão desagradável que bandas de hoje em dia queiram copiar algo um tanto quanto antiquado e que serviu para embalar as noites de sabádo na época em que mamãe e papai nem pensavam em fazer você.

Agora, ofender o The Tchan é feio (nesse momento, Beto Jamaica ressurge das cinzas em que ele se meteu e dá o grito característico: sa-canagem!). Vamos pegar leve e respeitar os ícones culturais da minha terra. Afinal, desse jeito eu choro, fico triste e, inclusive, magoado. Bu-hu.

o o o

¹Especificamente She loves you, Love me do, I want to your hold your left boob hand, Can’t buy me love, A hard day’s night, I feel fine, Ticket to ride, Help!, Yesterday, All you need is love (apesar daquelas vozes ao fundo soarem como um cortejo fúnebre), Hey Jude e Hello, Goodbye - músicas que em quantidade já formam um CD inteiro. Então, momentaneamente, vão procurar outra pessoa pra sentir raiva, all right?

o o o

Pausa para pensar em algum outro objeto universal de adoração para falar mal (e que não seja a sacra genitora de ninguém).

18:04 - - Idem:

[12.9.08]

bruce

Sério, qual era o problema com os Beatles? Os caras são muito ruins meio chatos. Eu juro que já tentei gostar, tenho a cabeça aberta para música e tudo mais, but i don’t get it. Aquilo é música para velhos hipocondríacos dormirem. É aceitável que eles tenham feito muito sucesso na época, vai saber, devia ser novidade aquelas guitarrinhas nojentas óbvias e aquelas vozes medonhas abafadas.

O que eu não entendo é como é que hoje em dia os caras ainda são tão aclamados, elogiados e, pior de tudo, copiados? Quando alguma banda que eu gosto lança um CD novo afirmando que teve influências dos Beatles, eu chego a me arrepiar e logo penso: ferrou, lá vem merda.

A única coisa que presta dos Beatlles é o CD Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar que na verdade é da Rita Lee (nossa, iulo, que mágico isso!). O CD é uma regravação de várias músicas dos Bill-Gates-cantores, mil vezes melhoradas, com uma voz melhor (a véia parece que deixou as substâncias ilícitas de lado para gravar isso), melhores arranjos, ritmos reformados à brasileira e etc etc.

Bom, pensando bem, os The Beatlles fizeram a mágica de trazer à tona um lado agradável da coroa de cabelos vermelhos. Ao menos por algumas faixas. Sabia que a existência deles serviria para alguma coisa.

o o o

Quem tem medo da Rita Lee pelada levanta a mão _o/

19:29 - - Idem:

[30.8.08]

old.sweet cold

Almoçou no restaurante de sempre. Como usual, sentou-se de frente para o mar. Acordara atrasado e o dia demorava a se ajustar. Ainda assim, permitiu-se contemplar as ondas à sua frente. Manteve o copo com gelo perto da boca enquanto olhava o horizonte. Quando respirava, um vapor frio vindo do copo subia pelo ar. Frio como o coração dela havia se tornado. Se tivesse a chance, será que ela também derreteria em sua boca como gelo? E uma onda quebrou ao longe.

19:17 - - Idem:

home
recomendo
lora
hilan
malditas.calcinhas
musa.ramalho
ela.nua
sententia
biani.luna
biani.two
livre.essência
caixa.de.sapato
reformatório
guarda.chuva
vida.de.tiago
behind.the.screen
ieda
srta.bia
nova.era.dela
allê
tosco.e.ventre
tantos.clichês
meias.palavras
apenas.ser
caio.andrade
personificar
tanto.a.saber
ouvindo
01. silverchair
02. as.tall.as.lions
03. los.hermanos
04. bloc.party
05. maroon.5
06. fall.out.boy
07. the.kooks
08. panic.at.the.d
09. o.círculo
10. arctic.m
11. jamie.cullum
12. travis
13. sixpence.n.t.r
14. moptop
15. motion.city.s
16. k.t.tunstall
17. breaking.ben
18. coldplay
19. the.calling
20. damien.rice
21. dido
22. the.fratellis
23. hoobastank
24. joss.stone
25. john.legend
26. funeral.for.a.f
27. james.blunt
28. sara.bareilles
29. system.of.a.d
30. the.postal.s
31. thousand.f.k
32. yael.naim
33. serj.tankian
34. death.cab.f.c
35. incubus
36. julie.delpy
36. katy.perry
37. the.red.j.a
38. the.used
39. jack.johson
40. dc.talk
41. dream.theater
42. red.hot.c.p
43. plain.white.t's
44. skillet
45. avenged.s
46. velvet.revolver
47. muse
48. good.charlote
49. anberlin
50. julieta.venegas
51. juliette.&.the.l
52. lily.allen
53. matisyahu
54. minerva
55. móveis.c.de.a
56. ok.go
57. papa.roach
58. pato.fu
59. paramore
60. reel.big.fish
61. the.ting.tings
61. 3.doors.down
62. moreno.veloso
63. mallu.m
64. no.doubt
65. trash.pour.4
66. metallica
67. vivendo.do.ó
...
legendas
dump: textos antigos e guardados, nunca postados.
old: textos postados em outros cantos.
divagar
errar ao acaso; vagabundear; sair arbitrariamente do assunto que estava sendo tratado; devanear; fantasiar.