iulo . 22 . salvador . bahia . analista de sistemas . ex-misantropo

[29.3.07]

lula também

Happy birthday to iu
Happy birthday to iu
Happy birthday, Mr. President
Happy birthday to iu

o o o

Obrigado, Marilyn, você é um amor.

- Idem:

[27.3.07]

dancing queen

Eu acho que ex-namorados deveriam resolver as coisas de uma maneira simples: ao término do relacionamento um dos dois fica obrigado a se falecer. Simples. Sem brigas, sem discussão, sem contendas. Seria um compromisso tácito entre as partes. Nada de procurar saber quem é o culpado, quem merece mais, quem fez menos, quem traiu quem com a vizinha na mesa da sala. Faz-se um rodízio e acabou. Pode ser par ou ímpar, dados, sandália rodando ou até roleta russa [o que aumentaria a emoção significativamente]. Qualquer uma das opções resolveria uma série de problemas.

Se você disser que não tem problemas com seu ex-qualquer coisa, é mentira. Todo mundo tem. Seja uma queda, uma atração, seja uma raiva, uma mágoa, uma saudade, uma inveja, uma vontade louca de pular em cima e decidir na hora entre amor ou morte. Se você vê seu ex-qualquer coisa e sente a) desprezo ou superioridade b) vergonha ou inferioridade ou c) um misto quente dos dois; é o suficiente pra dizer que você tem um mínimo de problemas como esses aqui relacionados. Lógico, falo de casos frescos, saídos do forno, não de coisas sexagenárias [ou seriam sexuais?] e enterradas. Portanto, nada que o falecimento inerente de uma das partes não resolva.

A grande problemática disso tudo é que não há como prever eventuais arrependimentos/necessidades mútuas e ambíguas de retorno. Ou seja, não vale chorar depois. De remorsos ou saudades.

Mas seria lindo as pessoas medindo o grau de falibilidade passado do seu potencial atual:

-Quantos relacionamentos sérios você teve?
-Ah, uns oito..
-Nossa!, e tá vivo até agora?
-Pois é...
-Legal, até [nunca] mais então!

Mais cedo ou mais tarde tudo isso teria de ser regulamentado. O que levaria à criação de um órgão fiscalizador, agentes com cartelas controlando tudo pelas ruas, propina, corrupção, contas na Suiça, corpos escondidos em geladeiras domésticas, tribunais, leis, falecimentos em massa. O caos, o caos.

Enfim, parei :D

- Idem:

[25.3.07]

too much of not enough

Tenho tentado ser grande, enorme, o maior de todos. E o coração dói pequenino no fundo do peito, completamente perdido dentro dessa imensidão.

- Idem:

[22.3.07]

natalie imbruglia

Eu fico impressionado como o Daniel Johns do Silverchair canta absurdamente bem e com tantas variações. Eu quase fico igualmente impressionado ao ver como algumas músicas dele conseguem dizer absolutamente nada. É bom que você não precisa se preocupar em cantar certo. Na hora você substitui, enrola, coloca uma palavra qualquer, e tudo vai fazer o mesmo sentido de antes. Uma beleza.

o o o

Pense numa banda boa. Alguém tem o DVD Live From Faraway Stables deles pra me emprestar?

- Idem:

[18.3.07]

pipe

Síndicos sofrem de hemorróidas crônicas. Só pode. Ao assumir o cargo, você é acometido instântaneamente por dores infra-retais e coisas mais. Só isso justifica as belezuras que os síndicos escrevem naqueles memorandos e recados e afins espalhados pelos prédios. É uma verborragia que eu não entendo. Síndico adora escrever coisas como aproveitando o ensejo, não obstante, em virtude, outrossim. Meu Deus¹.

Até hoje eu não sei o que é outrossim. Acho que eles pegam alguns templates de como passar informações básicas de maneira rebuscada e rídicula, prontos na internet, e usam vida afora.

Tão prolixos e irritantes quanto síndicos, só advogados [olá, amiguinhos]. Mas ao menos os advogados sabem o que estão escrevendo. Ao menos eu acredito que sim. Mas peraê... se quem não é advogado não entende o que os advogados escrevem, quem é que vai validar se tem alguma coisa lógica naquilo tudo? Meu Deus². É o fim do mundo =O

Tá. Eu confio em vocês doutores [especificamente, confio os dois reais que estão na minha carteira neste momento]. Mas aquele carnaval todo em latim é embromation que eu sei, ahn? Vocês escolhem umas palavras bonitinhas e saem colocando por aí. Vou fazer isso aleatoriamente nos meus textos também. Acrescentar umas palavras em itálico perdidas pelos textos. Eu disse itálico, não latim, pra ninguém vir reclamar dos meus pseudo-dotes linguísticos. Mas qualquer coisa eu mostro minha carteira da OAB.

Ob letarum. Daí vou escrevendo, escrevendo, faço uma pausa, e coloco mais uma. Vilis filipendis. Gostei, escrever coisas ininteligíveis em itálico é lindo demais. Vingardium Leviosa.

Bom, voltando... o problema com os síndicos, é que eles são burros. Se escrevessem as coisas de uma maneira simples, tudo bem. Eles até têm a capacidade de escrever sentenças curtas, sem complicações. Mas parece que eles competem entre si; isso, deve haver uma disputa pra ver quem escreve mais asneiras. Flipendo. Daí o primeiro coloca uma palavra bonita, o segundo já quer fazer melhor, e por aí vai. Resultado? Uma porqueira. Erros de concordância em número, grau, gênero, sexo, cor, estado civil...

Outra coisa é a mania que síndico tem de escrever tudo COM O CAPS LOCK LIGADO. EU ACHO QUE QUEM ESCREVE TUDO DESSA FORMA, TEM ALGUM COMPLEXO DE DEUS. ESCREVER DESSE JEITO PRA DAR UM SIMPLES RECLADO? COMPLICADO, HUM?

Mas há uma diferença mesmo. Por exemplo, se eu disser que a piscina estará interditada na sexta-feira, não tem graça. Mas se eu disser que A PISCINA ESTARÁ INTERDITADA NA SEXTA-FEIRA, a frase ganha um tom todo teatral, apocalíptico. Dá até pra ver os raios e trovões, o céu acinzentado atrás da careca do síndico enquanto ele fala.

O grande problema é que eu sofro de vergonha alheia. Ler aqueles papéis no elevador me causa um misto de desprezo com vontade de me esconder.

o o o

But what can i do?

- Idem:

[15.3.07]

anomaly

Mandar tudo pra ***** hoje é pouco. Eu quero o campo do grito e 10 cheerleaders americanas correndo só de calcinha junto comigo. Pra aliviar a tensão.

Deixa eu me encontrar antes de explicar o ocorrido. Bom, o fato 1 é que eu bati o carro há três semanas atrás, num cruzamento pouco movimentado em Piatã. Pela lei, a preferência era minha, mas se eu tivesse diminuído um pouco a velocidade antes de atravessá-lo, nada teria acontecido. Aparententemente os danos no meu carro foram poucos, apesar da porta do outro carro ter sido estuprada de com força. Como as minhas últimas duas semanas foram atribuladas, não pude fazer os orçamentos do conserto, coisa que eu faria/farei hoje.

O fato 2 [aparentemente desconexo] é que os últimos cd's de mp3 que eu gravei pra ouvir, não tocaram direito no carro. Isso já antes da batida e não tem nada a ver com ela. Provavelmente deram problema por eu ter ultrapassado um pouco a capacidade indicada e pela qualidade da mídia. Ou seja, metade das músicas funcionavam, disco travava no meio, uma beleza.

O fato 3 é: dias depois dos fatos 1 e 2, minha querida amiga Dri me fala da banda Incubus, que na verdade eu já tinha escutado há muito tempo atrás, umas duas músicas, e não gostei. Como ela falou que gosta muito da banda, e eu tenho a tendência de me interessar pelas coisas que os amigos gostam, nem que seja pra dizer que não presta; baixei os quatro últimos discos deles. Ontem eu comprei cd's donzelos para gravar e ouvir no carro. Tudo lindo.

O problema: Incubus é uma banda muito, muito boa. Acontece que eles têm um DJ viadinho [criado a leite com pêra] que introduz efeitos homossexualizados [e muito bons, por sinal] nas músicas. Quando eu coloquei o cd no carro, o primeiro disco que rodou foi A Crow Left of the Murder. E qual é a primeira música desse álbum? Megalomaniac. Agora escute a música e me diga: que DISGREBA de começo é esse?

Os 30 segundos iniciais são um chiado completamente sem sentido. Ao ouvir os primeiros 5 segundos, eu achei que mais um cd tivesse dado problema, e me irritei profundamente. Mais 5 segundos e o chiado sofre uma variação, pensei logo no viadinho do DJ; isso deve ser arte dele. Vou saindo de ré com o carro, prestando atenção no som, leio o nome da música no display, engato a primeira marcha, continuo aguardando ansiosamente o chiado terminar [ou não, afinal como eu ia adivinhar?], acelero, faço a curva ainda atento para o som e BLUNC!, a merda da lateral do carro LAMBE com amor e carinho a pilastra da garagem.

Anos fazendo o mesmo movimento diariamente e eu bato o carro num belo dia de verão [a gente ainda tá no verão?]. Melhor, a batida podia ter sido no mesmo lugar da primeira. Mas nãaao, foi num lugar diametralmente oposto. Agora eu me ferrei e vou processar o Incubus por ter feito eu bater o carro novamente. Mais bonito ainda é que dois segundos depois entram as primeiras notas de guitarra na música. Maaas, já era tarde demais.

Eu tô tentando olhar pelo lado positivo: se eu já tivesse consertado a primeira batida, e depois ocorresse a segunda, eu seria o cara mais jovem a ter um ataque cardíaco na história da humanidade.

o o o

Vou ficar rico.

- Idem:

[13.3.07]

flake

Que coisa, viu. Eu feliz, ouvindo música no carro, passa um ônibus com a seguinte propaganda:
O Vitamilho agora está
todo gostosão!

Assim, com o gostosão em letras garrafais. E em seguida vem a explicação: agora em nova embalagem. Meo Deos. O Vitamilho agora tá mais gostoso porque trocou de roupa. Tem mulher que até engana nesse aspecto, mas vamos fazer uma pausa para reflexão.

Eu gosto de cuscuz de milho, bastante. A marca em questão é suficientemente conhecida. Mas esse pessoal do marketing tem algum problema mental que eu não consigo compreender. A coisa é tão rídicula, que eu não consigo encontrar palavras pra reclamar. Ou então troquem minhas pilhas.

Associar gosto à aparência já é de uma falta de sinergia cósmica exponencial, quem dirá fazer propaganda de flocos de milho e sua nova embalagem. Pessoas, são flocos de milho... FLOCOS DE MILHO. Alô? Tô ferrado. Daqui a pouco vão aparecer fabricantes de feijão, arroz, açucar e etc, trocando a embalagem de tudo, contratando designers pra criar pacotes psicodélicos e reluzentes, que deixam seus alimentos mais gostosos. E meigos. E sexys.

o o o

Me largue, viu.

- Idem:

[11.3.07]

my yard

Ah, pequena, aquele foi o dia do nosso amor, que eu deixei guardado, sambando baixinho dentro do meu peito. Foi o dia em que eu passei calado, afastado de qualquer lugar, esquecendo tudo que sofri, por causa do tanto que doeu depois. Foi o dia em que eu chorei quietinho, teu amor se esvaindo, arrancando portas sem pedir. Quando eu batuquei nas pontas dos dedos as memórias de você em mim. Ah, amor, foi o dia em que dormi sozinho, ouvindo sua pele na minha, e o teu perfume aqui. O dia em que eu cantei o teu amor em versos curtos e me calei antes que fosse ouvido por alguém. Foi o dia em que eu te quis, pequena, assim com amor mais bobo desse mundo. Foi o dia certo pra marcar o fim. Foi o dia do recomeço de nós dois? Não foi. Foi o dia em que eu me perdi, pequena. E ainda achava que eu... eu era você em mim. E me perdi, me perdi. Esperando teu amor me encontrar, num dia triste como esse. Ah, pequena, aquele foi o dia... de você se perder em mim.

o o o

Waiting for the final moment
You say the words that I can't say

- Idem:

[9.3.07]

law & order

Se algum dia questionarem meus dotes informáticos eu vou falar: amigo, eu tenho formação, você quer que eu mostre minha carteira da OAB?

Tá, isso não tem nada a ver com informática. Mas o que me impede de ter uma carteira da OAB? É só pegar a prova, escrever meio mundo de mentiras, exigir o maior ressarcimento possível do acusado, negar a guarda das crianças e cabou! oO

Ahnn... deixa eu ficar quieto, antes que me processem. Dizem que advogados se irritam facilmente. Né?

o o o

Brincadeira, amiguinhos. Eu gosto de advogados. Só não quero ter de tratar, legalmente,
com nenhum deles em minha vida :D

- Idem:

[7.3.07]

eu

Estou com 92% do meu Gmail ocupado [e a preguiça de limpar o lixo que tem lá é maior do que a de todos nós às 5h da manhã]. Preciso fortemente ir a um show de O Círculo [descubram quando, onde and invite, please]. Preciso de um CD deles com mais de 6 músicas [novas mp3 no meu e-mail servem, obrigado]. Quero um violão novo [bato o carro, logo me ferro financeiramente]. Tenho que arranjar alguém que divida um Nintendo Wii comigo [como é que solta hadouken naquilo?]. Quero que alguém carregue meu coração um pouquinho [tão bonitinho, o danado]. Quero alguém que divida a vida comigo [tão bagunçada, a danada].

Nah, coisa boba.

o o o

Mais um passo nesse espaço
Tanto espaço
E ainda assim
O mundo é pequeno pra mim

- Idem:

[3.3.07]

arcoxia

Remédio bom é remédio que causa efeitos colaterais. Lógico. Para o problema na mão, me receitaram uma caixa com 7 comprimidos, 1 por dia. O primeiro eu tomei à noite, antes de dormir, então não senti nada durante o sono. Esqueci de tomar no segundo dia, daí tomei no dia seguinte, pela manhã. Após o almoço comecei a sentir coisas estranhas, como se houvesse um hamster sob efeito de ecstasy percorrendo meu intestino. Algumas horas de arrepios e contrações involuntárias... passou [até então a culpa era dos dois cachorros-quentes que eu tinha comido].

No quarto dia eu tomei o remédio inocentemente pela manhã, e o bicho mais uma vez me estragou. Só aí eu fiz a associação dos efeitos colaterais que eu li na bula com as coisas que eu estava sentindo. Foi lindo. Calafrios monstruosos me arrepiando por completo. Nem se uma alma tentasse me estuprar teria conseguido obter tantos efeitos do além. Vamos ver daqui pra frente com que entidades eu vou conseguir fazer um contato psico-cósmico.

o o o

Ao menos os travamento nos dedos anulares e, de quebra, as dores no punho parecem estar indo embora.

- Idem:

[1.3.07]

assim

Eu não dei sorte com as [pseudo] fisioteraupetas. Nada belas, e bem lerdas [dava até pra contar uma boa história, mas ia requerer tantos detalhes e voltas para ser entendível, que eu cansei]. Pra melhorar, o indício de LER se estendeu do meu dedo e agora percorre o punho, só que em dor. Logo, tenho evitado diálogos por texto vida afora.

Pra não passar em branco: em algum post antigo eu reclamei das propagandas dos shampoos da Seda, e hoje me dei conta de que já faz uns dois meses que eu venho utilizando os produtos da marca. Ô, mundo. Além do nome específico do shampoo que eu uso ser rídiculo [Seda, em busca do liso perfeito?! hahahhaha, socorro!] na frente da embalagem vem estampado que o treco contém silicone. Ou seja, agora meu cabelo vai ficar de peitinho duro.

o o o

Tá, parei.

- Idem: