entenda bioshock
Obs: esse post não é para os meus leitores usuais.
Pra mim Bioshock é o melhor jogo de PS3 até então. Eu não vou ficar aqui defendendo os porquês. Até porque ele não tem os melhores gráficos dos jogos modernos (COD 4, por exemplo, tem gráficos muito mais estupradores) então muita gente iria levantar isso como argumento e a coisa toda perderia o sentido. O fato é que quando você joga concentrado, o game te envolve de uma maneira absurda! O cenário é envolvente, o som, as armas, os sustos (e são muitos sustos), os poderes e, acima de tudo, o enredo. Ligue as legendas do jogo no menu options. Bom se você quiser uma review completa do jogo (que é de 2007) tem aos montes no google - meu objetivo agora é simplesmente fazer um resumo do enredo, pois, como eu falei, a história é o melhor elemento do jogo. E se você não entendê-lo, não tem graça! E também não vale a pena jogar o Bioshock 2 (que sai em fevereiro de 2010) sem entender o primeiro.
-- Nota 1: é um resumão mesmo, e feito de cabeça, então posso errar e/ou omitir partes então nem chorem, nerds chatos flamers do cão. A idéia é só situar você no jogo mesmo.
-- Nota 2: todos os spoilers do jogo estarão no texto abaixo. Não leia se você não zerou o jogo ainda.
-- Nota 3: você pode ler a história completa, em inglês, aqui.
Então é o seguinte:
Andrew Ryan
Andrew Ryan era um russo bilionário erradicado nos Estados Unidos que ficou puto com as medidas tomadas pelo governo americano durante a grande depressão. Em 1946, ele decidiu construir uma cidade baseada nos seus próprios princípios, onde só viveriam as "melhores" pessoas da sociedade. Pessoas inteligentes, com bons ideais e etc e tal. Ele queria construir a sociedade perfeita. Com as suas tecnologias insanas, ele constrói essa cidade embaixo d'água e a chama de Rapture. Era uma cidade auto-suficiente, produzia comida, oxigênio, bens de consumo, riqueza e etc etc.
Julie Langford
Pesquisadora contratada por Andrew Ryan, construiu uma fazenda submarina em Arcadia, que se tornou o pulmão de Rapture.
Frank Fontaine
Era um rico comerciante em Rapture, que fez ainda mais dinheiro contrabandeando coisas do "mundo exterior" como bíblias e cruzes. Rapture oficialmente não tinha religião (lembre-se sempre que Andrew era revoltado com qualquer tipo de ofensa à liberdade e ao direito pessoal de cada um; então religião entrava na conta). A cidade possuía somente uma porta de entrada (e de saída para o mundo exterior). Frank Fontaine (FF) tinha um apelo muito grande entre as camadas mais pobres da sociedade de Rapture, pois lhes dava atenção. Queria poder. Criava gangues, recrutando "soldados" que faziam bagunça pela cidade ao seu comando.
*Uma das coisas que Frank Fontaine vendia, eram gravadores de aúdio, que todo mundo usava. Por isso você encontra no jogo várias gravações de pessoas diferentes.
Bridgette Tenenbaum
Pesquisadora que descobriu a existência de uma substância chamada ADAM, que era produzida por lesmas marinhas e que tinha o poder de curar as pessoas e, além disso, de modificar características genéticas das pessoas. Com a combinação do EVE (que é uma espécie de combustível para o uso do ADAM) as pessoas poderiam ter os poderes que você vê pelo jogo. NO começo, Tenenbaum procurou patrocínio para as suas pesquisas sem sucesso. Somente FF dera a ela a grana necessária para a pesquisa, e logo FF passou a contrabandear ADAM por toda a cidade de Rapture.
*Dr. Suchong – a partir de agora será chamado de Dr. S - era parceiro de pesquisas de Tenenbaum. Dr. S é quem desenvolveu os plasmids, que são modificações do ADAM que permitiam às pessoas terem poderes (controlar fogo, gelo, ar, telecinese e etc) com a combinação de EVE.
Little Sisters
Com o uso de ADAM, as cirurgias plásticas se tornaram uma obsessão em Rapture. Com o poder de cura da substância, as pessoas poderiam modificar o que quisessem e ficaram obcecadas com isso. O problema é que o ADAM deixava as células das pessoas instáveis, e lhes causava transtornos físicos (desfiguramento, por exemplo) e mentais, que só poderiam ser corrigidos com novas cirurgias; logo com o uso de mais ADAM. Portanto, FF ficou ainda mais rico vendendo ADAM e os plasmids que davam poderes às pessoas por toda a Rapture. O processo de integração entre ADAM e as pessoas era chamado de "splicing" (do inglês: união, junção, ligação) – daí o nome Splicers que as pessoas recebem no jogo.
Com esse ciclo vicioso, ADAM se tornou escasso em Rapture. Posteriormente, Tenenbaum descobriu que uma forma de produzir de 20 a 30 vezes mais ADAM eram implantar as tais lesmas em corpos humanos, como hospedeiros. Por um acaso que eu desconheço, as lesmas só se implantavam em meninas de 7 a 9 anos. Daí as Little Sisters. Originalmente elas foram criadas somente para produzir ADAM (aquela coisa de andar com agulhas nas mãos coletando ADAMs vem adiante).
Frank Fontaine x Andrew Ryan
FF passou a ser uma ameaça ao poder de Andrew Ryan, tanto ideologicamente como na prática, pois FF estava ficando muito rico e querido pelo povo; fazendo oposição aos ideais de Andrew. Além disso, FF era um safadão e queria tomar o poder da cidade. Ele criava gangues poderosas, dando ADAM para seus soldados recrutados nas classes mais pobres. Lógico que ele fazia isso nas escondidas, sem relevar que ele era o malvadão. Andrew Ryan acreditava que FF estava por trás de tudo, mas não tinha provas que ligassem FF ao ADAM e às gangues de Splicers.
Em um dado momento, puto da vida, Andrew Ryan decidiu implementar a pena de morte para os baderneiros, ladrões, gângsters e etc etc (por isso você vê um monte de gente enforcada pela cidade! Agora tudo faz sentido não é?). Isso causou uma revolta em Rapture.
Jack Ryan (o personagem que você controla)
Frank Fontaine tava ferrado. Andrew Ryan queria a todo custo meter a zorra nele. Em paralelo, a crise social na cidade ia aumentando. FF monta então um plano reserva. Ele paga para que a amante de Andrew engravide dele sem que ele saiba, coleta o óvulo e cria a criança (Jack). Com alterações genéticas, Dr. S faz com que a criança de 1 ano fique grande como um rapaz de 19 e implanta nele memórias que não existem. Jack é pré-programado para fazer qualquer coisa que peçam a ele com o uso da frase "Would you kindly?" (você poderia gentilmente?).
Além disso, caso Jack caísse em mãos erradas, foi implantado um segundo comando, o "Code Yellow" que fazia com que os batimentos cardíacos de Jack fossem diminuindo lentamente até que ele morrese (humm, entendeu o que acontece naquela hora? Pois é). Então Jack é mandado para a superfície, com mémorias falsas, sem saber de nada e vive a vida dele numa suposta família até que FF o requisitasse.
Pausa para reflexão
Tenenbaum começa a sentir peso na consciência por usar as Little Sisters em experiências genéticas e se afasta, criando um orfanato para as meninas. A partir de agora somente Dr. S trabalha e sabe como manipular ADAMs e EVEs.
E aí?
E aí FF tem um plano: ele finge a sua morte num tiroteio. Seu corpo nunca é achado e ele volta como Atlas, um herói de guerra que é muito querido pelo povo e faz forte oposição a Andrew Ryan. Lógico que você só descobre isso bem depois.
Bom, com a suposta morte de Frank Fontaine, Andrew se torna um ditador em Rapture, para evitar o caos. Assim a paz social de certa forma estava mantida, mesmo que fosse às custas de um braço de ferro.
Acabou?
Acabou nada! Na virada do ano de 1959, os Splicers de FF (agora como Atlas) fazem uma revolta total, destroem tudo, matam gente, fazem aquele auê (?) e aí é que se instala a guerra civil em Rapture. E é por isso que a cidade está toda detonada. Como era a festa de ano-novo, é por isso que a galera no jogo usa aquelas máscaras de festa, ou de coelho e tudo mais. Ahnnnnn, ficou feliz agora, né? Sem falar que com o uso constante de ADAM os Splicers iam ficando deformados, portanto, se utilizando de máscaras para esconder a feiúra.
Andrew Ryan se isola em seu escritório e a cidade passa a ser dividida em duas. Andrew cerca tudo, coloca câmeras, metralhadoras (os turrets, lembra?), checkpoints e toda aquela parafernália a qual você está acostumado a ver no jogo. Uma outra coisa que Andrew faz é bloquear o funcionamento do metrô da cidade (as bathyspheres) para que somente ele pudesse se locomover. A chave para o funcionamento das bathyspheres era o código genético de Andrew. Como na época essa ciência ainda não era bem dominada, acaba que qualquer parente próximo a ele poderia se locomover pela cidade. Por isso o Jack também pode andar por toda a cidade.
Outro detalhe importante são as Vita-Chambers, que foram construídas por Andrew para que em caso de sua morte ele fosse reconstituído genéticamente através dos ADAMs. Então virtualmente ele é imortal. Assim como Jack, que tem o mesmo código genético. Ótima explicação para o morre/ressuscita frenético do jogo, confesse.
Bom, com a cidade em guerra, plasmids eram vendidos pelos comerciantes em máquinas espalhadas pelas cidades, armas, munições, kits de primeiros socorros e tudo mais.
Jack entra em cena
Atlas/FF ativa seu plano reserva: você. Jack é colocado num avião com um presente e um bilhete que diz: "Você poderia gentilmente não abrir até 63* 2' N - 29* 55' W?, com amor papai e mamãe". Esses números são as coordenadas de Rapture. Quando ele abre o pacote, encontra uma arma e (seguindo ordens dadas através do "você poderia gentilmente?") sequestra o avião e faz com que ele caia sobre Rapture. Aí é que o jogo começa, com você nadando até a entrada da cidade.
Dr. Suchong
Sem Tenenbaum (que teve ataque de consciência) e sem Fontaine (que estava "morto"), Dr. S era o único conhecedor de ADAM e das Little Sisters. Ele passa para o lado de Andrew Ryan. Com a sempre crescente demanda por ADAM, ele modifica as Littles para que, além de produzirem, elas coletem ADAM dos mortos. As Littles Sisters não poderiam vagar livremente pela cidade atrás de corpos, pois seriam alvo dos Splicers sedentos por ADAM. Daí Dr. S cria os Big Daddies, que são humanos integrados à maquinas fortíssimas. Os humanos que são recrutados para se tornarem Big Daddies perdem suas memórias e seu poder de escolha. Eles só podem proteger as Little Sisters. Como eles só têm esse objetivo, é por isso que você os vê vagando por aí em procura de uma Little Sister para proteger.
As Little Sisters chamam o Big Daddy de Mr. Bubbles ou Mr. B (o tempo inteiro você as ouve falando isso). Elas foram mentalmente modificadas para reconherem os mortos como Anjos (angels), que é outra coisa que elas também falam muito. Elas usam uma seringa que permite extrair o ADAM dos mortos, injetá-lo nelas mesmas e dentro dos seus corpos transformar a gororoba em ADAM reutilizável.
É por isso que quando você encontra uma Little Sister você pode escolher entre resgatar (rescue) ou ceifar (harvest) uma Little Sister. Harvest lhe dá todo o ADAM da Little Sister, mas ela morre no processo. Por isso Tenenbaum pede que você as resgate, absorvendo somente ADAM o suficiente para livrá-las da influência psycho da substância – e promete lhe recompensar por isso ao longo do jogo. Mas a escolha é sua e o final do game muda a depender dessa escolha que você faz.
*Vale lembrar que Andrew Ryan passou a sequestrar as filhas dos cidadãos para se tornarem Little Sisters. Ao passo que Atlas montou um orfanato com esse intuito.
*Outra coisa importante é que em um dado momento, Andrew e Dr. S lançaram no ar da cidade um plasmid que permitia controlar a mente das pessoas. Por isso muitos Splicers obedecem a Andrew Ryan.
*Dr. S morre posteriormente num acidente com um Big Daddy.
Começo do jogo
Ao entrar no elevador de Rapture (que só funciona pois você tem o mesmo código genético que Andrew), Atlas se apresenta pelo rádio e diz que vai lhe guiar em segurança pela cidade e pede para que Jack o ajude a salvar sua família, que supostamente estava presa no submarino (lembra?), que posteriormente é explodido por Andrew.
Esse assassinato faz com que Jack tenha um motivo para atender ao pedido de Atlas de ("would you kindly") matar Andrew. Desde o início do jogo Andrew (que não sabe ainda que Jack é filho dele) tenta matá-lo, achando que Jack é um agente da CIA ou da KGB infiltrado na cidade.
O jogo se resume basicamente a você encontrar meios de chegar até Andrew, para "vingar" a morte da família de Atlas.
Fim?
Como a coisa é muito grande mesmo, eu vou tentar resumir ainda mais o final:
Depois você descobre que no submarino não havia família nenhuma de Atlas, isso era só uma coisa preparada para confundir Andrew. Andrew Ryan podia ouvir todas as conversar por rádio entre Jack e Atlas, mas Andrew não sabia que Atlas era na verdade Frank Fontaine. Por isso todas essas historinhas inventadas por Atlas. Além disso, Atlas não queria correr o risco de simplesmente dar a ordem de matar Andrew e ter um Jack insubordinado, tentando resistir à ordem. Por isso a idéia de vingar a morte da família de Atlas: para ter um Jack motivado.
Andrew só percebe que Jack é seu filho há poucos instantes de você encontrá-lo. O interessante é que nesse momento do encontro entre Jack e Andrew é que você descobre que é uma espécie de escravo. Andrew pede a Jack. Aqui há controvérsias. Lendo à respeito por aí, existem 3 teorias maiores para a causa dele fazer isso:
1. A primeira é que ele quis fazer uma espécie de suicídio assistido. Já que a sua sociedade perfeita estava ruindo, ele decide se matar e conta com a ajudinha de Jack para isso.
2. A segunda é que ele não necessariamente quer se matar, mas já que Atlas vai matá-lo de qualquer forma, ele decide morrer pelos seus próprios termos. Algo do tipo: "ninguém me mata, somente eu".
3. A terceira é que ele faz uma tentativa desesperada de libertar Jack do controle mental, através do choque de obrigá-lo a matar o próprio pai. Mesmo que a relação filho-pai não existisse de fato, ele poderia pensar que Jack teria algum tipo de estalo e se libertaria.
Engraçado, é que qualquer que seja a hipotése ele fica o tempo todo confrontando Jack com a frase "A man chooses, a slave obeys" = "Um homem escolhe, um escravo obedece". O que me faz crer que num ato de despero as 3 hipotéses são válidas ao mesmo tempo. Acho que um pouco de cada influenciou a sua decisão. Afinal, ele poderia simplesmente ter impedido Jack de entrar no escritório dele, mas como não o fez, justifica a primeira e a segunda hipotéses; mas junto com isso ele pode ter feito também uma tentativa de libertar o filho (e de troco ganhar uma vingança contra Atlas quando Jack se desse conta de que matou o próprio pai).
Enfim, pra mim, essa dúvida e abertura de interpretação deixa a coisa toda mais intrigante.
Mas e a Vita-Chamber? Bom, a única Vita-Chamber do escritório de Adam estava desativada (não sei porque raios), por isso ele morre de morrer mesmo, e não ressuscita mais. Ou não, né, vai saber o que acontecerá nos próximos jogos?
Com a morte de Andrew, Atlas revela ser Fontaine. Antes de morrer, Andrew ativa a auto-destruição da cidade (sempre existe um mecanismo como esses não é?). FF pede a Andrew que "gentilmente" desligue o mecanismo de auto-destruição e envia os Splicers para matar Jack. Jack consegue escapar com a ajuda de uma Little Sister enviada por Tenenbaum. Então FF ativa o "Code Yellow" para que Jack morra lentamente.
No passado, quando Dr. S programou Jack, ele fez também um antídoto que poderia livrar Jack do controle mental (era um mecanismo de segurança, para caso Jack caísse em mãos erradas). Daí então Tenembaum guia você por Rapture para encontrar as duas doses do remédio.
Agora livre do controle mental, seu coração volta ao normal e Jack precisa se disfarçar como um Big Daddy para que as Little Sisters o guiem por portões exclusivos em Rapture que levarão você até o encontro final com Fontaine.
Você mata Fontaine (que virou um monstrengo poderoso, entupido de ADAM) e escapa de Rapture com as Little Sisters e vive uma vida feliz. Esse é o final oficial do jogo, mas se você der Harvest em alguma ou em todas Little Sisters, há um final alternativo, onde você passa a ser o chefe de Rapture, e toma todo o ADAM para si. O Bioshock 2 levará em conta o primeiro final.
Porque você acha o jogo tão bom afinal?
Além do óbvio (armas, poderes) você se sente dentro dessa história toda, especialmente depois que encontra o Andrew Ryan. E a história é contada em partes. Você se sente dentro dela mesmo. Por causa do modo de contar e por causa da ambientação, bem década de 60, por causa dos sons e das vozes, tanto das gravações como das pessoas falando com você pelo rádio. Os gritos dos Splicers são assustadores, e eles gritam o tempo todo, de longe você pode ouví-los. Então o clima de caos e loucura fica no ar 100% do tempo.
Ufa. Cansei. Bonito, não?
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18:47 -
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minha terra tem palmeiras
Ali no bairro de Ondina, cá nesta nobre capital baiana, estão as famosas gordinhas (oficialmente chamam-se Meninas do Brasil):
São 3, na foto você vê duas.
Daí, no domingo, caminhando com o amigo Almeidão (que apesar do nome não é traveco); lá pela altura da Barra, me encontrei com uma fofinha exatamente como essas, mas de verdade, carne e osso e afins.
De biquini. Encostada no parapeito da orla, toda sensual. Eu, distraído, não sei por que raios não desviei o olhar. Não sei mesmo. Fato é que enquanto eu falava e caminhava, continuei olhando. Quando me dei conta, ela já estava irritada com a minha observação malemolente. Segurou a teta direita como uma arma (?) e respondeu ao meu olhar dizendo: se eu der (a teta) pra você botar no c*, você bota?
o o o
Eu ri.
Veja até onde vai a liberdade baiana.
A minha e a dela, claro.
Maravilha.
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09:45 -
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lógica
Resolveu arriscar. Convidou seu antigo colega de colégio para uma visita.
Nunca foram muito unidos. No passado, por uma ou duas vezes ensaiaram alguma amizade, mas por esses motivos tortos que ninguém conhece bem, nada deu muito certo. Por esses motivos ainda mais tortos, se encontraram muitos anos depois e mantiveram alguns contatos esporádicos.
Com o convite feito, esperava de repente fazer um novo-bom-velho-amigo. E amigos nunca são demais, certo? Tudo corria calmamente em sua mente. Exceto por um detalhe. Enquanto arrumava o local para receber a nobre visita, tentava se livrar do medo que lhe enrolava os pensamentos: discorrer sobre os tempos antigos, amigos, estudos, tristezas e alegrias... e de repente acabarem mencionando algo à respeito dela.
Haviam gostado da mesma garota. Ela nunca dera atenção especial à qualquer um dos dois. À época, nenhum dos rapazes comentava nada um com outro sobre o assunto, mesmo que implicitamente soubessem do sentimento comum pela donzela.
Agora tinham crescido, se afastado, se formado, eram homens. Adultos. Sérios. Trabalhadores. Respeitados. E com o passar dos anos, essas paixões e esquisitices da adolescência são o tipo de assunto que costumam se tornar motivo de piada, discutido num tom jocoso e relaxado. Tornam-se até mesmo um aliviador social, um assunto em comum, unificador; o pequeno passo inicial rumo à intimidade.
Exceto pelo fato de que ele não havia esquecido dela. Aquilo não era um assunto trivial. Não mesmo. Era assunto de morte. De raiva. De ira. De horror! Por alguns segundos arrependeu-se do convite feito ao colega. Mas já era tarde demais para desfazer qualquer coisa.
Por precaução, caso a história viesse à tona, colocou uma régua atrás do sofá. Estaria pronto para medir o tamanho do seu pinto e encerrar qualquer eventual discussão sobre o assunto.
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10:43 -
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notas de um semi-dono de casa
Não lave a louça pelado.
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22:18 -
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lançou cd novo (ok, foi em agosto)
Ouvir Pitty pra mim é que nem aquele feijão ruim que sua tia coloca na mesa. Você tem a opção de rejeitá-lo, mas sempre acaba comendo uma porção.
Ou então é como aquela menina vesga da escola. De certos ângulos ela era até uma gracinha. De certos ângulos.
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16:04 -
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carlinha
Eu realmente gosto de ligar para esses tele-atendimentos onde, antes de mais nada, pedem mil confirmações dos seus dados. A partir de agora, toda vez que eu ficar triste ligarei pra lá. É que os caras fazem perguntas para as quais você tem todas as respostas! Tem coisa mais sensacional que isso? Eu praticamente me sinto um Einstein ao fim de uma ligação dessas.
O cara pergunta meu nome completo e eu cá penso: “pô, essa é fácil, hein, bro?” e respondo voando. Aí ele começa as mais difíceis. Telefone, endereço, rua... no CEP você já fica meio cabrero, né? Aí vem a prova final!, informar o CPF! Putz, eu vou ao delírio, faço uma preparação como quem vai iniciar uma maratona, cuspo todos os números e a voz do outro lado responde: “correto, senhor!”. Nossa, orgamos-múltiplos-swingados-extra-siderais. É uma satisfação muito grande saber o meu próprio CPF, é uma carta de autonomia, sabe?, um atestado de sensualidade intelectual, é praticamente uma garantia de que eu posso, sei lá, comprar as minhas próprias roupas?
Sim, é uma satisfação! Quase um vestibular de medicina. Tem vezes que eu fico tão feliz com as perguntas, que desligo o telefone no meio e ligo novamente só para responder tudo mais uma vez. Uh-ru! Da próxima vez que me pedirem o CPF eu vou responder: “cara, vou dizer do fim pro começo, pode ser?”. E vai ser uma festa no mundo dos tele-atendimentos, apitos, confetes, gritinhos, vários atendentes se reunindo no computador da pessoa que está falando comigo e um cartaz em cima dele dizendo: “este funcionário atendeu ao mais inteligente dos clientes!”. Muitos vivas e hip-hip-urras!
Imagina no dia em que eu falar o meu CPF na língua do P, de cabeça pra baixo e em espanhol? Véi, a galera não vai se dar!
Eu sou mesmo um gênio.
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14:45 -
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muu
Eu ando surtado com esse lance de comida. Não consigo mais comer nada industrial em paz por causa dessa história de gordura trans. Aí tiraram a trans e colocaram um óleo de não sei que raios pra substituir a trans, que é menos nocivo e tem quase a mesma função da trans (deixar o alimento crocante e sensual). Porque a trans, além de aumentar o colesterol ruim, diminuía o colesterol bom.
Mas o novo componente que substitui a gordura trans - que eu vou chamar de óleo de árvore de natal, porque eu não lembro o nome e tenho preguiça de procurar no Google - não reduz os níveis de colesterol bom, mas em compensação triplica a quantidade de gorduras insaturadas existente nos alimentos. É verdade, eu não sei o que nada disso significa; eu sou como um daqueles camponeses que saem correndo ao menor grito de OS INIMIGOS ESTÃO CHEGANDO, mesmo que os inimigos sejam, sei lá, uma manada de ratos.
Eu só sei que não quero morrer estragado, e muito menos me tornar um velho capenga sem saúde, com uma perna de pau e um tapa-olho (?).
O lance é que, veja que absurdo, agora o limite recomendado pelas organizações mundiais de saúde (mas no plural, iulo?), é de 3 bolachas de sal (o exemplo das bolachas de sal é para tomarmos como parâmetro geral, amigos dromedários!). Imagine, quem é o ser humano que pára pra comer bolachas de sal e come somente 3?
- Ih, já comi 3 bolachas de sal, é melhor parar, o óleo de árvore de natal vai entupir o meu cerébro.
Eu não sei mais o que fazer, comida industrializada tem tanta porcaria que eu vou enfiar biscoito no tanque de gasolina do meu carro pra ver se ele anda mais rápido.
O fato é que agora eu como biscoitos com peso na consciência. E a moda de TODOS os produtos é fazer propaganda na embalagem: 0% de gordura trans. Das primeiras vezes que li isso nos pacotes, eu fiquei feliz. Agora, ao invés disso me acalmar, me deixa tenso. Porque ontem foi gordura trans, hoje é óleo de árvore de natal, amanhã vai ser o quê? Tem gente aí me chamando de lunático, mas no dia que você acordar banguela, com um terceiro olho no meio da testa, sem pinto e com um rabo, aí eu quero ver.
Pare pra pensar, é como se na época medieval você adentrasse numa taverna e levasse uma garfada nas costas, assim de grátis, fato corriqueiro. Aí o rei da terra média se rebelou e proibiu isso, por causa dos males que isso causava à população. Então as tavernas passaram a colocar nos seus letreiros: venham tomar a mais pura cerveja de cabritos montanheses - 0% de garfadas. Como assim, cara? Eu tenho que ficar feliz porque os infelizes tiraram a gordura trans que me FAZIA MAL? Pior que eles são descarados e escondem toda a verdade. Agora você não toma mais garfada ao entrar na taverna, em compensação, o garçom tuberculoso cospe na sua bebida (metáfora para o óleo de papai noel, alôw?) todas as vezes e ninguém vê.
Outra, quem são essas organizações mundiais de saúde? Quem se organizou? Quem começou tudo e porquê ninguém me chamou? Como é que elas conseguem medir a quantidade exata de miligramas de nanos de milisegundos de certos componentes existentes na comida? Eles possuem teraupetas especializados em conversar com os alimentos? Oi, você aí brigadeirão, quantos gramas de aminoácidos você possui? Pode revelar, rapaz... olha lá, a receita federal vai te pegar, hein cara?
Melhor ainda!, como é que eles conseguem saber qual é a quantidade máxima de gordura do tipo pseudo-neuronal-amniótica-explosiva que meu corpo consegue suportar diariamente?
Eu não sei. Eu sei que a partir de agora só posso comer 3 bolachas de sal. Até o dia em que eles descobrirem que comer, como um todo, faz mal e mata. Eu vou virar um monge budista e me alimentar somente de grama. Eu vou virar o Mahatma Vaca. Um ser sábio e ruminante.
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10:45 -
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oooh wah ooh
Já falei várias vezes que eu sou do tipo viciado em música e sempre ando propagando por aí o fardo que é carregar os meus quase 40 Gb de mp3. O efeito reverso disso é que grande parte das coisas novas que ouço acaba se tornando muito comum, as exigências aumentam, e tudo soa muito enfadonho (e repetitivo).
Mas a inglesa Sophie Madeleine merece uma pausa. Vai lá no site dela e ouve todas músicas. Ela canta bonito demais, agudos lindos, arranjos simples, toca um ukulelê que é uma beleza, escreveu quase todas as músicas sozinha, tocou quase todos os instrumentos (o que inclui ainda violão, teclado and more) e fez os próprios backing vocals. Sem falar que ela masterizou e mixou tudo sozinha num estúdio.
Artista independente fodástica.
A versão gravada em estúdio da primeira música (que dá pra ouvir no site indicado acima) tá bem melhor, mas aqui tem uma live-canja:
Eu tenho um parâmetro pessoal (e sem muito nexo, vai lá) pra medir a qualidade de um músico que é a razão "músicas.boas per álbum". Eu simplesmente tenho preconceito e não costumo escutar esses cantores que têm UMA música boa e o resto lixoso. Sophie Madeleine tem uma razão 1 - ou seja, 10 músicas no álbum, 10 músicas excelentes!
Emocionei mesmo.
Olha as letras.
And cry.
o o o
I'm going to write myself a letter.
A letter that will make me feel alright.
I'll read it to myself five times or seven.
But I can't deny
I'm going to need a little more than just some thought that I adore to keep me warm at night.
To keep me warm at night.
(the knitting song)
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dica de verão: ovo no microondas
Ingredientes
-1 ovo (uau)
-Margarina
Utensílios
-1 refratário pequeno de vidro, com tampa
Em caso de não possuir refratário com tampa, um potinho de servir sobremesa com um pires em cima quebra o galho totalmente.
Nota: dizem que se você tentar preparar a coisa toda num refratário com tampa plástica, daquelas que ficam bem fechadinhas, a coisa toda explode, formando um buraco negro que vai sugar toda a sua cozinha (é sério). Então não tente. Tem que ser tampa folgadinha.
Preparo
Passe um pouco de margarina (é pouco mesmo, não é pra fazer sopa) no refratário e leve ao microondas (não precisa tampar ainda) por 10 segundos (é o suficiente pra desderreter a margarina). Quebre o ovo, coloque dentro do refratário, fure a gema com um garfo, fure o garfo com a clara, pingue um pouco nos olhos, coloque uma pitada de sal (no ovo, nos olhos dói bastante) misture um pouco (sério, misture, como se quisesse fazer um ovo mexido, senão fica ruim). Tampe e coloque tudo de volta no microondas por 50 segundos (aqui em casa foi o bastante; da vez que coloquei 1 minuto inteiro ouvi um "POUCH" surdo e fiquei tenso). Pronto.
Apesar do resultado ficar parecendo um sorvete aerado, bon appetit!
o o o
Obs¹: eu tenho medo mortal de microondas. Então, quando ligar o aparelho corra desesperadamente pra fora da cozinha. Ondas ultra-violetas-radioativas podem derreter o seu cabelo. Lembre-se de, ao correr, levantar os braços para cima e balançá-los com força e sensualidade.
Obs²: eu quase tenho certeza de que apesar das receitas mandarem colocar a tampa (ou pires?), ela não é exatamente necessária. E a margarina também deve ser só frescura. Mas eu ainda estou bastante amedrontado para tentar sem a tampa. É o próximo passo. Pode crer.
Obs³: este blog e seu autor não se responsabilizam por retardamentos genéticos (ou ambientais) por parte dos queridos leitores, nem por eventuais acidentes, nem pela bronca que a sua mãe vai te dar se você quebrar o refratário dela.
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10:50 -
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funny-sunday-yakisoba-mystic (vai ser nome de banda um dia)
Eu pedi comida chinesa no meu restaurante favorito. Minha comida chegou, comi feliz da vida. Em seguida meu querido porteiro liga perguntando se eu recebi o "pedido certo", porque a vizinha pediu no mesmo restaurante e está dizendo que a comida dela foi entregue na minha casa (oi?).
-Vizinha, sinto muito, mas sua comida se encontra na minha barriga. Quer fazer um carinho nela?
Agora observe que loucura da pessoa achar que:
1. A entrega dela foi feita na minha casa.
2. Eu aceitaria uma entrega que não pedi.
3. Pagaria pela entrega que não pedi.
4. Comeria a comida que não pedi.
E que eu, o porteiro, o restaurante e Michael Jackson nos unimos e fizemos tudo isso só para sacaneá-la!
Não sei como ela chegou a estes "fatos", mas isso não importa. Ela é demais e eu adoro vizinhos. Moram no meu coração. Todos eles. Lindos. Inclusive o do lado que faz churrasquinho na varanda. Coisa mais fofa de papai.
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18:17 -
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casamento 1 x 0 iulo
Lá se foi a liberdade de jogar vídeo-game a hora que eu quiser. Nova regra. Se a pequena estiver em casa, no game for iu. Tudo isso porque um dia ela veio falar comigo e eu tava concentrado (no jogo) e só ouvi metade do que ela falou. Tipo... droga. Eu tenho plena certeza de que era algo importante, eu sabia isso dentro do meu coração, no mais profundo. Juro. Mas as minhas sinapses não permitiram completar o link com a coisa toda e aí pronto.
É uma onda isso, hein?, quando vocês estão com TPM a gente tem que agüentar caladinho e tal, mas quando a gente joga video-game não tem um desconto, uma dosezinha de paciência guardada, um ato gratuito de bondade e compreensão. Vocês têm que entender, meninas, que pra gente, jogar vídeo-game é como uma TPM, só que ao contrário. Entende? Já posso jogar de novo? Não? Mas...
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22:40 -
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elétrons desgovernados
Eu tenho um problema com o conceito dos radicais livres. Todo mundo fala deles, todo mundo diz que eles fazem mal e devem ser combatidos. Mas o que é um radical livre, ahn, ahn? Se eu nunca tivesse ouvido falar deles, ou seja, se o conceito estivesse sendo apresentado para mim pela primeira vez, eu iria perguntar: que grupo terrorista é esse mesmo?
O nome por si só é uma coisa sem nexo, porque se o infeliz é radical ele tem que ser livre, ora! O que seria dele se fosse um radical preso? Um louco num manicômio? Um jovem delinquente na Febem? Um pixador sem tinta? Uma prostituta de uma perna só? Ou, ainda, um pinguim voador? E se ele fosse um conservador livre? Ou um ortodoxo em crise? Ou um presidente sem um dedo? Eu acho que o Lula é um radical livre. Dos grandes. Pode crer.
- Olha lá que radicalzão enorme, gente!
- É o LULA!
- Demorô.
Bom. Daí ainda tem aquela coisa de que duzentos produtos hoje em dia combatem os radicais livres. Mas antes de tudo eu quero saber como é possível identificar um radical livre. Radiografia, exame de sangue, microscópio, um Grande Colisor de Hádrons particular?
-Doutor, estou passando mal.
-Olha, minha filha, a sua taxa de radicais livres está absurdamente alta.
Porque falar que o Lula é um radical livre é fácil, ó o tamanho daquela pessoa? Agora um radical livre no meu organismo? Pra achar, comofas? Pra combater tem que saber o que é, se você não sabe o que é, aí não dá. Isso tudo só pode ser um complô do Biotônico Fontoura. Sim, sim. Eles que inventaram os radicais livres. Eu sempre soube disso.
Eu não gosto mais dos radicais livres. Pronto. Tô de birra.
o o o
Conhece o Ryot? Não? Vai lá!
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08:29 -
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indefinição essencial
Look romântico. Adoro um look romântico. Pense numa pessoa vestida com um look romântico. Conseguiu pensar? Não? Nem eu.
Eu só consigo pensar em coisas específicas. Como uma pessoa vestida de jeans e camiseta. Ou de paletó. Até de roupa de super-homem eu consigo. Mas look romântico são duas palavras que não querem dizer coisa alguma. Exceto se a pessoa estiver fantasiada de coração ou de Jack e Rose ou de um poema ou de.. ah, sei lá. Você entendeu.
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12:15 -
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mrs. duarte
Casar é ficar 10 minutos junto com a patroa olhando a sua máquina de lavar funcionar pela primeira vez.
Casar é odiar TODOS os adesivos que os fabricantes colam nos seus eletrodomésticos e móveis, pois eles ficam com uma cola impossível de ser removida. Só o mestre dos magos consegue tirar aquilo.
E então, casar é sumir do blog e não ter tempo pra dar satisfação a ninguém. Foi mal, foi mal! But i'm back, all right? ;D
o o o
Casar com a minha pequena é lindo x)
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21:22 -
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quem tem tetas, alimenta as crianças que fundarão roma?
Uma estátua de Angelina Jolie amamentando dois bebês será inaugurada em Oklahoma, nos EUA, a poucos minutos de onde nasceu seu marido, Brad Pitt (Fonte: globo.com).
A foto da esquerda é a Angelina. A de baixo, é a loba vadia que, segundo a mitologia marciana-samurai, alimentou os fundadores de roma:
o o o
Ou: mamãe alien amamenta seus filhinhos. Medo.
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11:36 -
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era tudo mentira
Eu gostaria de fazer uma correção. A minha pequena não baba enquanto dorme. Aliás, quando ela dorme, assemelha-se em muito à deusas gregas esculpidas no mármore mais puro. Quando dorme, seus cabelos parecem seda. Linda, linda. E na sua boca, nada de baba, olha lá, hein?, somente o vermelho mais intenso dos seus lábios. Na verdade, a minha pequena quando dorme, brilha no escuro. With lasers.
o o o
Agora eu tenho um Playstation 3.
Obrigado.
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16:08 -
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difamo
Minha noiva não me deixa comprar logo o meu Xbox 360. Eu acho que é um direito de todo menino ter um video-game. Eu acho que ela está ferindo a constituição. É isso que eu acho. Minha noiva não é uma cidadã exemplar. Ela baba quando dorme. Pronto, falei.
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11:48 -
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damn, woman
- Malditas mulheres. Malditas estas que sangram todos os meses. Malditas! - esbravejou o personagem que acabei de inventar para poder escrever essa frase.
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14:04 -
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sometimes
Às vezes a sensação é de como se eu fosse uma caneta esferográfica que cai de ponta no chão e simplesmente pára de funcionar. Insistem em me pressionar contra um enorme pedaço de papel branco pra ver se risco alguma coisa. Mas nada sai.
Enfado é a palavra. É o que eu sinto. Enfado.
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17:21 -
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ready? fight!
Ainda nem me mudei pro ap novo e os vizinhos já fizeram bonito me colocando no livro de ocorrências. Tudo porque eu fui lá criar uns furos na parede e não sabia que no feriado não podia. Eu achava que era permitido até o meio-dia, mas fazer o quê? Vizinho é uma das espécies mais chiliquentas que existem. Sem falar na incrível capacidade auditiva.
Agora tá todo mundo lascado. Ao menor sinal de quebra de regras – e eu vou ler a convenção toda de cabo a rabo! Sim, sim, irei! Mwahahaha! – vou pegar no pé do porteiro e ligar para o celular da síndica, chorando feito uma mocinha de 5 anos. Oh, boy, now I see. É daí que surgem os vizinhos. Rancor em cadeia. Propagação do ódio. Yeahh. Burrrrn them down.
Detalhe: quando eu era moleque, entrar no livro de ocorrências do meu prédio era a pior coisa que existia. Porque se eu entrei no livro foi consequência de eu ter andado de bicicleta no lugar errado, jogado bola no lugar errado, ter arrancado a grama errada, ter passado cocô na parede errada ou ter socado o colega errado. E se eu entrei no livro de ocorrências era porque eu ia tomar bronca da minha mãe.
Mas e agora que eu pago minhas contas? A vida adulta é linda porque nos permite certas impunidades. O porteiro vai chamar minha mãe (?) e eu vou dizer num ar totalmente incastigável: bah, vizinhos.
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08:46 -
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mineiros vadios do meu coração
Uma dupla do barulho no maior clima de azaração aprontando todas num teatro pra lá de divertido.
o o o
Imagens adicionais sequestradas do lolhehehe.
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12:01 -
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valentine's
Aos que não sabem, eu e o meu adorável eterno problema casaremos em agosto deste ano e vai ser lindo demais, eu sabia x)
Esses últimos meses têm sido de correria e preparação do lar onde residiremos. Acho que por isso, por sempre ter de resolver alguma coisa e pelo stress em geral, não tenho escrito muito por aqui. Tô curtindo cada momento da minha vida além-blog (querido blog, diga-se; ele não merece esse abandono).
Muitas coisas irritantes têm acontecido (pedreiros são uma raça toda à parte no cosmo) e tantas outras divertidas também. Uma delas foi visitar uma dessas lojas que criam ambientes personalizados e acreditam que jovens apaixonados de 24 anos produzem dinheiro magicamente ao piscar seus olhinhos sedentos por amor.
Numa avenida aqui da cidade onde se encontra, sei lá, umas 40 lojas dessas, eu e a pequena escolhemos uma qualquer para visitar. Após o deslumbramento inicial com a beleza de tudo que havia em exposição para os clientes, pedimos ao gentil vendedor: peixe, vê aí um guarda-roupa e dois criado-mudos bacanésimos.
Fomos embora aguardando a ligação dele com o orçamento. Dias depois o rapazito me ligou e disse (sem nem respirar fundo ou pedir preu sentar) que nosso quarto iria custar R$ 33.000,00. Vou escrever, para vocês conseguirem ver direitinho como é barato demais: trinta-e-três-mil-reais. Como eu achei muito, muito, muito barato mesmo, pedi pra ele fazer logo 3 ambientes. Um pro novo lar, um pra minha mãe e um pra minha sogra. Mas ele disse que eu vou ter que passar lá e deixar meu coração, o pulmão esquerdo e um pedaço do meu fígado como entrada. Mais tarde tô indo lá... portanto, vou ficar um tempo sem aparecer por aqui, tá bom? Até!
o o o
Amo.
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16:19 -
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separadas por uma hecatombe
Mas como assim só eu acho que Susan Boyle é a mãe da Maísa?
o o o
Francamente.
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08:59 -
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catch up with you later
Não gosto de retribuir todos os bom dias que recebo. Não por mau-humor ou por achar que o dia não está bom. É que essas coisas chatas feitas de maneira automática e repetitiva e que não têm uma utilidade prática irritam. E azeitar os relacionamentos com pessoas das quais você nunca será mais que colega não é nenhuma utilidade prática. E pessoas das quais você já é amigo não se importam com um bom dia a mais ou a menos (e com os amigos um bom dia pode ser facilmente substituído sem ônus por um grunhido qualquer).
Multiplique a palavra bom dia pelo número de seres que você encontra pela manhã e... Em dias de impaciência mortal respondo aos bom dias sem sorriso algum, mas a resposta que gostaria mesmo de dar é ah, vaiseferrar - falado, assim, de cabeça baixa, sem elevar os olhos ao alvo em questão, completamente metido no meu trabalho e ignorando todo o mundo.
Há dias em que acordo ainda mais desconectado do mundo, quero ficar totalmente alheio às pequenezas dos outros. Se possível, gostaria de ficar em casa o dia inteiro assistindo seriados e lendo livros entre-cochilos, mas se é dia de semana, o que fazer? Trabalhar. E receber bom dias.
Eu acho, amiguinhos - vai lá – que é normal receber bom dia de alguém que trabalha na mesma sala que você, mas ter que responder um bom dia de pessoas que vão entrando em todas as salas e cumprimentando todos os colegas? Bicho, vai pra tua sala e fica sentado naquela porra lá e não incomoda ninguém não, rei. Curte a tua vibe de ecstasy sozinho. Fica lá contando aquelas merdas daqueles coelhinhos multi-coloridos que só você vê. Vai dar bom dia pra eles ou pra qualquer outra alucinação da sua cabeça, vai. Liga prum amigo em outro fuso, fica atrás da porta esperando o chefe chegar e dá um gritão para assustá-lo, fica lá na copa tomando café e conversando com um rodo. Sei lá, me larga?
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12:16 -
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following
Olha, eu fico bem tentado com esse lance de twitter. Já abri aquela página de inscrição umas 3 vezes. Mas dá uma preguiça, sabe? É que às vezes tenho de fazer jus ao meu papel de bom baiano. Eu fico muito curioso. Tá, que logo quando começou a febre eu achei completamente sem graça e irritante. Tipo, passar o dia descrevendo o que eu fiz? Quem vai ler isso, gente? Olá, estou em casa. Fui ver um filme. Vou jantar. Mastiguei 23 vezes. Meu cachorro quer acasalar com a minha perna esquerda. Não, né? Não rola, sem clima.
Mas aí eu comecei a ver algumas notas legais, como as do twitter do Ed e vi que a coisa podia ser interessante desde que fruto de bom uso - óbvio. Aí o miserável trancou os updates dele e só pode ler quem tem uma conta no twitter ou, sei lá, quem é amigo dele naquele treco - não sei? Essa foi uma das vezes em que eu abri a página de inscrição. Mas tava calor no dia e eu preferi por bem ir tomar uma água de côco.
Acho que agora odeio o twitter e cabou-se. No geral, me tornei uma pessoa meio aversa à internet. Eu não tenho Orkut, eu não tenho MySpace, eu não mantenho um fotolog, eu mal entro no MSN... mas o maldito do twitter me tenta. É que pode ser inútil ficar descrevendo as coisas que estou fazendo, mas seria bem útil ter um lugar para escrever pequenas notas, que de tão pequenas nem sequer juntas dariam um post aqui no blog. Mas aí eu penso que o blog é meu e aqui posto o que quiser, pequeno ou grande – então pra que raios preciso de twitter?
Além do mais, eu não gosto de fazer parte de comunidades. Elas me obrigam a entrar num mesmo site 27 vezes por dias. Obrigam mesmo, aquela ânsia paranóica: entre, enTRE, ENTRE, ENTRE. E eu ia começar a ficar seletivo no twitter. Quem aceitar, quem rejeitar? Aliás, tem essa opção? Bom, se tem, de repente eu ia acabar fazendo mais um amigo virtual; e eu gosto muito dos meus amigos virtuais, mas eles me irritam, sabe? Sério, todo mundo sabe que amigos virtuais são uns putos ingratos e adoráveis. Aquele tipo de gente que você ama, mas fica doido pra dizer um ah, vai se foder, vai.
Pronto, eu não vou fazer droga de twitter nenhum não. E essa já é a quarta ou quinta vez que eu passo por esse dilema. Vai ser a última. Mas se bem que amanhã... Ah, não. Amanhã ainda vai estar calor. Vou catar um livro e deitar na rede.
Oxe.
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17:58 -
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epifânia
Há momentos na sua vida que são reveladores. Essa madrugada, por exemplo, às 4h20 da manhã pousou um bicho gigantesco no meu ombro esquerdo, que me fez acordar instantaneamente num salto, acender a luz, sair do quarto, do lado de fora olhar que ser era aquele e fechar a porta em total panic attack mode.
Era uma espécie de cigarra, só que o bicho era totalmente gordo e fazia um barulho terrível com as asas ao voar, e o animalzinho do inferno tinha uns 3 ou 4 dedos de comprimento. Ou seja, me ferrei. Até agora eu não entendi como é que, dormindo, eu detectei de maneira tão precisa que um bicho havia batido no meu ombro, acordei tão rapidamente, me levantei e fechei a porta em busca de tempo para pensar. Eu sou a Beatrix Kiddo e não sabia. O fato é que levei 1 hora para me livrar do bicho, isso com uma vassoura numa mão e a tampa da lixeira na outra se fazendo de escudo.
A revelação desse momento foi que, ao olhar para um líquido no chão e perceber que aquilo era meu suor, ficou claro que eu sou muito mais mocinha do que eu pensava. Eu até reajo com calma diante de seres humanos malignos assaltantes que ameaçam furar o meu cerébro, mas topar com insetos maiores que 2cm não é comigo. Se não fosse a obrigação masculina da coisa... amigos, eu teria ido dormir em outro quarto.
Bom, não vou contar todos os detalhes dessa 1 hora; só o fato de eu ter suado em bicas mostra que a coisa foi longa. Mas quando eu finalmente acho que o bicho escapou por trás da persiana, vou lá trocar os lençois e todas as fronhas dos meus travesseiros, coloco todos os itens que tirei do meu quarto de volta (cadeira, roupas, edredon), tomo um banho e, ao dia já amanhecendo, ouço aquela MERDA daquele barulho de asas se batendo de novo. PÂNICO.
Dessa vez eu deixei aquele monstro ir lá pra sala. Às 5h da manhã eu realmente achei que ninguém merecia caçar um ET gordo do qual se tem medo. Fechei a porta do corredor (que dá acesso ao quarto de mãe e irmãs), abri bem a janela da varanda da sala, voltei pro meu quarto, tranquei a porta e torci com todas as minhas forças para que o bicho encontrasse sozinho seu caminho para casa quando a luz do sol batesse em seus belos olhos. Eu já dormi, já acordei e até agora ele não apareceu, mas o estado de choque perdura, já me assustei com 3 poeirinhas que passaram voando aqui na minha frente.
o o o
Ainda é impressionante como esses bichos conseguem chegar ao 9º andar de um prédio. E dessa vez foi muito mais aterrorizante do que o espisódio com o grilo ninja.
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12:37 -
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bbb9
É bem verdade que há alguns anos atrás, nas minhas fases de rebeldia gratuita, eu já meti muito pau no BBB. Mas isso (como tantas outras coisas) mudou; e é fato que eu nunca fiquei tão feliz com a tv como na saída da mimadinha hoje. Valeu a pena ter suportado indignado aquela criatura ao longo dos tais 6 paredões só para chegar no último e vê-la tomar um direto na fuça. Sério, aquela menina é a personificação do cão. Tadinha. Vai ter que mostrar o peitinho nas revistas para pagar as dívidas.
E eu ficava me perguntando como alguém podia votar a favor dela, quem é que achava o comportamento dela lindo, quem iria querer aquilo como filha? Mas é isso, quem ganhar agora tá valendo e se você não gosta do programa, fica quietinho ou aperta o X ali no canto e vaza junto com a Ana :)
o o o
Por que ela é tão odiável? Simples.
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00:27 -
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salve, salvador
Hoje completo 24 anos de vida e por um longo ano terei de aguentar as super-originais piadinhas "hummmm, 24 anos, hein?". Estou desde já armazenando vários segundos de silêncio para oferecer em resposta aos que resolverem arriscar-se nessa desgastada infâmia. O problema não é o tema – duvidar da heterossexualidade alheia – mas a repetição da coisa. E toda repetição enjoa. É como a brincadeira do "sentou na ponta da mesa paga a conta". Please, my friends.
Ignorando essa faceta besta da coisa, confesso que tive leves surtos com a idéia da nova idade. É que 24 anos significam quase 25, que significam metade de 50, que é metade de 1 século. E, sei lá, ter quase 1 quarto de século é outra metáfora bem clichê que se pretende pseudo-profunda; mas que, por mais clichê que possa ser, inevitavelmente traz um certo pânico contida em si.
Mesmo que 24 seja só 1 ano a mais que o anterior, ao menos aos 23 eu ainda tinha um certo orgulho de precocidade. Eu me sentia adiantadamente graduado, possuidor de relacionamento estável, trabalho idem, semi-independência conquistada, família em paz e por aí vai. Além disso, com 23 eu ainda podia desfrutar de um leve desconto em qualquer eventual acesso de imaturidade, bastando dizer a mim mesmo “nah, você ainda tem tempo”. Foi-se ano e parece que agora o tempo urge (outro clichê, ok) com um pouco mais de raiva. Sim, os tais 24 me trazem um certo senso de urgência. Talvez seja, como pela primeira vez, me reconhecer de fato um “adulto”. E agora sendo já “adulto”, as poucas coisas que alcancei e me traziam um belo orgulho, agora não são nada demais. Quero dizer, estou normal, average, no timing certo, sem nenhum louro ou depreciação. Just fine.
Bom. Mas isso é só uma constatação racional da coisa, sem sentimento negativo algum. Aliás, esse ano acho que o mais constratante é isso: há serenidade. Meus aniversários são todos melancólicos e estranhos. Geralmente eu sou tomado por uma inquietação macambúzia, um leve vazio, uma sombra anuviando o peito, até um pouco gostosa de se sentir. Como passar o dia todo escutando Coldplay. Mas esse ano não. E pronto. Estou simplesmente bem, e sinto o aniversário como quase mais uma bobeira que se inventa para movimentar o mercado de presentes. É, talvez seja fruto da vida adulta. Talvez seja só um gatilho psicológico que foi apertado na minha cabeça. I don’t know. But it feels good. Oh, yeah. Então vamos bla-bla-blar ;D
o o o
Ontem foi aniversário da lora, mandem um beijo pra ela, sim?
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12:42 -
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não custa sonhar, que lindo
Eu não sirvo mais para assistir filmes. Num deles o mocinho está lá todo rodeado de ação, atirando e destruindo o mundo. Em outro, a mocinha participa brilhantemente de uma conversa. No próximo, um menino chora porque não é correspondido em seu amor. Em todos imagino e torço pela morte súbita de cada um dos personagens. Sei que o mocinho do filme não vai falecer, mas anseio loucamente que uma bala atravesse o seu crânio no instante em que ele salta pelo ar, fazendo com que o corpo interrompido de seu movimento caia amolecido no chão. Eu sei que o filme não vai acabar passados somente 25 minutos, mas eu tenho esperanças de que a sala belamente decorada com grandes móveis de madeira tenha uma de suas paredes destruidas violentamente por um tanque de guerra, que por sua vez dá um tiro calibre quatrocentos e setenta e três no subarco da mocinha. Eu sei que em filmes de amor crianças apaixonadas não morrem sob hipotése alguma, mas eu continuo torcendo para que naquele passeio no parque o garotinho seja encapuzado por nove terroristas arábes e que o tom colorido da película torne-se progressivamente cinzento e apático até chegar no branco, interrompendo o filme bruscamente com um rosto vestido de paletó e sem expressão me dizendo um solene “obrigado”. Sobem os créditos.
o o o
- Amor, amor!, não seria lindo se ele morresse agora e o filme acabasse?
- Não, amor, não seria.
- Seria sim. Morre miséria, morre miséria, MOOOORREEEE.
- Amor...
- Isso, vai, beija uma bala, toma um banho de fogo, vai, vai é agora, morre, MOOOORRREEE desgramaado!
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12:24 -
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tecnologia da ira
TI é a área mais estressante do mundo: http://idgnow.uol.com.br/carreira.
o o o
Nervoso? Eu?
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13:26 -
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humortadela jeito de ser
Eu tenho um tio que conta piadas. Fico bem feliz – por só vê-lo raramente. Devia haver uma lei impedindo tios de contar piadas. Quando é um amigo que conta piada você pode dizer putz, essa foi muito ruim, cara, que besteira hein? Quando um tio conta piada você é obrigado a sorrir pelo menos com um dos cantos da sua boca – e eu, assim, detesto fazer coisas falsas em prol do bem-estar social (como sorrir). É difícil pra mim disfarçar qualquer tipo de mal-estar causado por palavras gastas de maneira tão tosca.
Por favor, inventem um cartão de natal que diga gentilmente e de maneira clara: tio, você é chato. Não conte mais piadas. Nunca mais.
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08:59 -
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esse cheiro vem de você
Dia desses eu assisti ao filme O cheiro do ralo. É bem mais ou menos (trailer aqui).
O filme tem uma bunda e tal. Ter a bunda deveria tornar o filme bom, mesmo com uma história um tanto sem nexo. Mas nem. Por sinal, para quem assiste Dexter, a dona da bunda não é igual àquela morena do grupo de apoio com quem o Dexter se envolve na segunda temporada, a Lila?
Então. O Selton Mello também deveria tornar o filme muito bom. Mas também não. A idéia do filme é boa, mas, ao meu ver, a execução poderia ser bem melhor. Mas como toda a história é baseada no livro de mesmo nome, acho que não tinha como ser muito diferente.
O que mais me impressionou é que depois eu fui procurar no google os comentários maldosos e xingativos à respeito da película, mas também não. Todo mundo elogiando o filme e dizendo como é maravilhoso, nossa que genial. Eu diria que o filme é bonzinho e que dá pra rir do Selton (tirei o sobrenome porque ele é meu amigo de infância). Eu não sirvo pra ser cult. E ainda insisto em tentar ver filme nacional.
o o o
Seria excelente se o filme chamasse O Cheiro da rola.
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18:13 -
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pequena sereia
O carnaval veio e foi-se. Nada a dizer, exceto que, como era de se esperar em meio à muitos passeios aquáticos pela Baía de Todos os Santos, o meu celular pifou-se por inteiro após um suculento mergulho. Eu disse para ele não ir, mas insistiu tanto o pobrezinho. Até que o danado durou bastante, dado o meu padrão de destruição. Pena que ele teve esse pequeno acesso de golfinho. Bom. Salvo o chip, lá vou eu comprar um aparelho novo, que não será o iPhone ainda, já que esse continua muitíssimo caro (e também porque, dizem, haverá um novo aparelho da Apple no meio do ano).
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10:38 -
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los otros hermanos
Eu ia até falar um pouco mal do Little Joy, dizer que é música que me causa dormência cerebral e que enche o saco (such as Mogwai or Belle & Sebastian). Mas o primeiro álbum deles é como o mais recente do Coldplay: você não ama instantaneamente. Tem de ouvir algumas vezes para se acostumar e depois notar as virtudes e gostar de verdade. Para quem não sabe, o Little Joy é a banda fusão-dragonballz-style-jeito-de-ser do Amarante (Los Hermanos) com o baterista do Strokes – o Moretti (que é brasileiro também). Eles estão fazendo shows pelos Estados Unidos e virão (ou já vieram?) fazer alguns aqui também. Se você gosta de Los Hermanos, se joga, que ouvir o Amarante cantando em inglês é bem legal.
o o o
there ain't no lover like the one I've got
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08:28 -
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a casa caiu, zé bin!
Eu amo meus amigos mineiros. Amo a lora brasiliense. Amo a amiga paulista da minha mãe e amo minha sogra (que é uma mistura de muitos estados, mas eu a considero primariamente uma carioca). E provavelmente amo outras pessoas desbaianadas das quais não estou lembrando agora. Mas não há nada melhor que amar baianos. Porque definitivamente não existe nada como baianos. As pessoas dos outros estados são frias. Por mais carinhosas e doces que sejam (e, especialmente, educadas), são frias. E é inexplicável. Não dá pra pegar uma atitude ou uma frase deles e dizer ah, ráa! Aí está a sua frieza, morraaaa miseráavel!. Não, não. É algo subjetivo, que não dá pra pinçar ou traduzir. É como aquela falta de alho e limão no sabor da comida, mas que você não consegue identificar objetivamente. It’s weird. É uma polidez distante. É quando o milkshake de Ovomaltine vem mal batido, mas você tem vergonha de voltar e pedir pra moça bater novamente porque não sabe o que vai dizer a ela. Amar pessoas de outros estados é quase platônico e solitário. Nada se compara à malemolência baiana. O sorriso de um baiano ou um simples abraço preguiçoso ganha fácil de qualquer demonstração exacerbada de carinho dos outros povos brasileiros. E isso também não é passível de explicação. Mas é comprovado pelo selo Inmetro iulo de experiências transregionais (e nada de transexuais, obrigado). O calor dessa cidade me mata, mas eu tenho quase certeza que definharia aos pouquinhos vivendo em outro estado.
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13:30 -
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banda
Em 2008 ocorreu mais uma edição do Gas Sound, que é uma disputa entre bandas patrocinada pelo Guaraná Antarctica e que passou aos domingos na RedeTv, antes do Pânico. O concurso terminou no fim do ano e a banda vencedora foi aaaaa... Vivendo do Ócio!, que é daqui de Salvador.
Eu fiquei bastante contente, pois já gostava muito da banda e fui a um ou dois shows deles antes dessa projeção. Quem gosta de axé e pagode Arctic Monkeys, vai gostar da banda. Quem não gosta de Artic Monkeys... não tem gosto musical? O prêmio do concurso era divulgação da banda pelo Brasil e a gravação de um CD que eles disponibilizaram para download. Se joga lá que o treco é bom: www.vivendodoocio.com.
o o o
Comece por Amor em Fúria e Fora Mônica.
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13:49 -
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skywalker
Eu nem curto muito a Beyoncé, especialmente porque sempre erro ao escrever o nome dela, mas gosto dessa música e dessa coreografia. Ela faz umas coisas doidas com o corpo que me dão muito medo. E ela deve ter ensaiado mil anos com as outras meninas para ficar certinho como ficou. E sem falar que só a Beyoncé usa uma luva Darth-Vader-style na mão esquerda junto com maiô e continua tetéia daquele jeito.
o o o
Mas nunca - nunca!, eu disse - vejam isso.
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dump.high contrast
Dias turvos e cheios de cores fortes, em que o amor é só uma palavra, a vida é vaga, os amigos são meros desconhecidos; dias em que há o vazio, mas não se quer ser preenchido, não se quer nada além de um desaparecimento súbito e indolor. Nada faz sentido.
o o o
Oh brother, I can’t
I can’t get trough
I’ve been trying hard to reach you
Cause i don’t know what to do
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daikiri
Tá, tudo bem que não foi nem o Voltaire nem nada que escreveu o livro, mas eu finalmente adquiri Como me tornei estúpido do Martin Page. Não li ainda, porque tem outros livros na frente, mas o primeiro paragráfo sempre me fez ter vontade de comprá-lo. Eu tinha o livro todo em .PDF, mas nunca li, esperando ter em mãos parar passar as páginas e coisa e tal. Vai entender. O tal primeiro paragráfo é esse:
Sempre parecera a Antoine contabilizar sua idade como os cães. Quando tinha sete anos, ele se sentia gasto como um homem de quarenta e nove anos; aos onze, tinha desilusões de um velho de setenta e sete anos. Hoje, aos vinte e cinco, na expectativa de uma vida mais tranqüila, Antoine tomou a decisão de cobrir o cérebro com o manto da estupidez. Ele constatara muitas vezes que inteligência é palavra que designa baboseiras bem construídas e lindamente pronunciadas, e que é tão traiçoeira que freqüentemente é mais vantajoso ser uma besta que um intelectual consagrado. A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária, pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e a admiração dos que acreditam no que lêem.
o o o
À propósito, a autora de Crepúsculo não escreve muito lindamente não. E ela gasta demais algumas palavras como sibilar e expressões como trincar os dentes; dentre outras. Sem falar que todos os personagens tremem por qualquer motivo banal. De raiva, de medo, de ansiedade e etc. E definitivamente aquilo é um livro de menina, escrito por meninas, para meninas. A frequente forma derretida e melenta como a Bella age ou fala quando vê o vampiro vadio dá nos nervos. É um bom passatempo, tem muitas coisas boas, especialmente quando a história tira o foco do casal principal, mas a certa altura essas coisas que citei cansam bastante. Dá zero pra ela professor, que burra.
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vanilla sky
Comprar livros pela internet é a melhor coisa que existe. Assim como numa compra física em loja, na internet há a satisfação de escolher um ou dois itens dentre as milhares de possibilidades. Há o prazer de ver informações do item que deseja e finalmente o prazer de adquirí-lo (tipo assim: "é meu, yes"). Tudo bem que ver dinheiro na sua conta diminiuir é ruim, mas possuir uma coisa nova é bom.
Acontece que comprando pela internet há um trio a mais que faz toda a diferença: a espera, o esquecimento e a surpresa (?). Você viveu todas as emoções capitalistas de uma compra física, mas ainda há a espera sem-vergonha pelos produtos. E quando eles finalmente chegam, há um orgasmo emocional. Quando você fecha o pedido, sabe que o pacote vai chegar, até sabe a data - eles raramente atrasam no previsto – mas depois de alguns dias você já se esqueceu da compra feita. E aí quando o pacote azul do Submarino chega do além pelas mãos do entregador você sente-se como no dia das crianças. Eu me iludo e me divirto. Até esqueço que tive de gastar dinheiro naquilo. É como se o universo tivesse, gratuitamente, resolvido me presentear. Eu quase choro.
O Submarino é o meu papai noel particular.
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